OS PIONEIROS DA ATF-RJDefinição da Comissão de História da ABRATEF Definição da Comissão de História da ABRATEF: Aqueles que já faziam parte do movimento de terapia familiar até a fundação da ABRATEF em 1994. Os que iniciaram associações ou cursos nos quais ainda não existia o movimento, de terapia familiar em Estados ou Cidades em que ainda não existia o movimento, mesmo que tenha sido após a fundação da ABRATEF. Nota da ATF-RJ: Todo associado que se enquadrar nesta definição de PIONEIRO deve encaminhar sua história para secretaria da ATF-RJ. A relação abaixo segue a ordem cronológica dos textos recebidos. ABAIXO, PROFISSIONAIS NÃO ASSOCIADOS A ABRATEF, CONSIDERADOS PIONEIROS EM TERAPIA FAMILIAR PELO TRABALHO DESENVOLVIDO ANTES DE 1994 LUCIA QUARESMAPsicóloga - Lucia Quaresma (Lucia Ripper) estudou psicologia na PUC-Rio e fez mestrado em Psicologia Clínica (Master of Science) na Universidade da Califórnia–San Francisco, USA. Durante sua residência de dois anos no Herrick Memorial Hospital em Berkeley, participou do intenso treinamento em Terapia Familiar que esta instituição proporcionava aos seus profissionais da área de saúde mental. Foram cursos, seminários e supervisões com membros do Mental Research Institute de Palo Alto, como Bateseon, Satir, Haley, Watzlawick, Sluski, assim como de outras instituições, como Whitaker, Nagy e Minuchin. De volta ao Brasil em 1973 é contratada como professora pela PUC-Rio e inicia sua clínica particular. Na PUC introduz a cadeira de Terapia de Familiar e monta uma equipe de estágio no SPA, além de orientar teses de mestrado. Para manter-se atualizada e continuar a se aperfeiçoar participou de inúmeros cursos e congressos, merecendo destacar o Practicum de 1 mês com V. Satir (1975, Canadá) e o Practicum (Roma,1981) e o Metapracticum (Roma, 1984) com M.Andolfi. Destaca-se também a sua participação no First European Teaching Seminar (Veneza, 1982), seminário internacional para professores de terapia familiar, conduzido por C.Whitaker, S.Minuchin e M.Andolfi que, durante uma semana reuniu 40 profissionais de diversos países, diretamente escolhidos e convidados pelos 3 organizadores. Empenhou-se em divulgar e emplementar a terapia familiar no Brasil onde, na década de 70, a psicanálise era o mais importante e dominante referencial teórico da prática psicoterápica. Neste sentido, Lucia trabalhou intensamente junto ao meio profissional, não só com a sua atuação docente na PUC, mas também através de cursos em outras instituições, extensa participação em seminários e congressos e cursos ministrados em outros estados. Buscou também divulgar as noções de atendimento a famílias e casais entre leigos, ou seja, junto às pessoas que poderiam usar e se beneficiar desta forma de terapia. Neste sentido coordenou vários cursos e grupos de casais, deu consultorias e escreveu para diversas revistas (foi consultora fixa da revista Pais e Filhos por muitos anos), além de matérias e entrevistas em jornais. Em janeiro de 1980, com Gladys Brun e Ana Maria Hoette, funda o CEFAC – Centro de Família e Casal , onde foi instalado o primeiro espelho unidirecional do RJ. No CEFAC, através de seminários, discussões de casos e supervisões, buscaram fomentar a aproximação e o intercâmbio com profissionais cariocas da área (Terezinha Féres-Carneiro, Antonio Celso, Vicky Roitman, Ary Band e outros) assim como terapeutas de outros estados e países (Ana Maria Nicoló, M.Andolfi, C.Sluski. A.Loketec, M. Rosa Glacerman, Cristina Ravazzola) . Eram dadas também palestras, grupos de estudo e pequenos cursos e, em 1985, Lucia inicia seu curso de formação e especialização em terapia familiar com duração de 4 anos. Hoje, 3 décadas depois, com a terapia familiar firmemente estabelecida e uma multiplicidade de institutos e cursos criados, Lucia desfruta de um outro ritmo de trabalho e de vida. Sua tarefa mais importante no momento é viver plenamente a fase atual do seu próprio ciclo vital familiar, em que quatro gerações convivem criando e modificando papéis e funções. “Com meus pais velhos e doentes temos que assumir uma função parental de cuidados e responsabilidades. Na vida de casal é preciso assimilar as vicissitudes e gratificações da meia idade, preparando uma velhice saudável e harmoniosa. Ao lado de nossos filhos, acompanhamos estes novos adultos criando suas próprias famílias e firmando suas posições no mundo. E, tarefa mais dôce, vivemos o encantamento do amor e carinho dos netos e o fascínio de acompanhar o desabrochar de suas personalidades e inteligências - um elo com a imortalidade, uma forma especial de participação no futuro”. CARLOS ROBERTO SABANos anos de 1972-1973 um grupo de profissionais estudava a família e fazia atendimentos nos consultórios. A psicanalista Galina Schneider passou 3 anos na Tavistok em Londres e trouxe o modelo sistêmico para o grupo de estudos onde eu fazia parte. Comecei a introduzir o atendimento familiar sistêmico no Centro de Orientação Juvenil do Instituto Fernandes Figueira. Os casos das crianças e adolescentes e suas famílias eram discutidos na equipe da instituição. Estudávamos os textos de Maurizio Andolfi para o atendimento familiar com frequência quinzenal e mensal. Partíamos dos fatos para que a família pensasse sobre as questões que trazia como queixa. O trabalho do COJ/IFF se transformou numa experiência muito importante, instituição que permaneci até me aposentar no final da década de 90. Hoje atendo famílias no meu consultório privado. VERA MARCIA RAMOSNa década de 70 na Puc já existia no SPA o atendimento de família. Galina Schneider era minha supervisora, se interessava pelo tema e organizou um grupo de estudo. Ela e Jairo Coutinho trabalhavam em co-terapia com família de psicóticos. Galina passou uma temporada em Londres na Clínica Tavistok, onde teve uma experiência inédita da terapia familiar no referencial sistêmico com compreensão psicanalítica. Trouxe textos na abordagem psicanalítica da escola inglesa, mas também textos de Andolfi para o grupo que contava com a participação de Carlos Roberto Saba, Ramon Fandiño, Anna Maria Nunes, e Jairo Coutinho. Na década de 80 participei da equipe com Carlos Roberto Saba no Instituto Fernandes Figueira. Estudávamos bibliografia sobre o tema família para o atendimento de adolescentes e crianças e suas famílias, até minha aposentadoria nessa instituição no ano 2000. Essa experiência ampliou-se para o atendimento de famílias em consultório. LINDEMBERG RIBEIRO NUNES ROCHAMédico–psicanalista. No ano 1970 - Primeira família atendida como grupo dinâmico terapêutico na Comunidade terapêutica do Hospital Pinel –M.S; 1971 – Bolsa de Iniciação Cientifica do CNPQ - ,juntamente com Ângela Lobato para a pesquisa – Estudo da comunicação em famílias de Psicóticos; 1973- Apresentação de Relatório ao CNPQ; 1972 - 1975 – Criação, direção e supervisão do Setor de Terapia Familiar da Cadeira de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ; 1977 - 1978 - Organização e supervisão de curso para casais e de atendimento para famílias e casais no INFA - Instituto da Família; 1975 - 1980 - Mestrado em Medicina Social no Instituto Med. Social da UERJ. Dissertação com defesa pública de: Estudo das relações psicológicas entre o individuo e a família e suas repercussões teórico-clínicas. Março de 1980; 1971 - 2004 - Atendimento em consultório particular de famílias e casais; 2004 - Projeto de um curso a se iniciar em agosto de Terapia Psicanalítica de Família na APERJ – Rio4. Origem do interesse em Terapia de Família: “O final da década de 60 do século passado foi a época do questionamento profundo das práticas psiquiátricas. Foi o movimento dito da Anti-psiquiatria, encabeçado entre outros por Laing. A Comunidade Terapêutica se origina nesse movimento. A Comunidade Terapêutica enfatizava os aspectos filosóficos, sociais e familiares da doença mental. O orgânico era uma variável em relação a qual nada se podia fazer. Comecei a trabalhar na Comunidade Terapêutica do Engenho de Dentro (M.S.) em 1968. Aos poucos me dei conta da importância fundamental da dinâmica familiar para o entendimento da loucura. Comecei inicialmente interessado na comunicação intra-familiar e sua conseqüência, as teorias sistêmicas. Com o tempo, por considerá-las insuficientes para o que eu pretendia, optei por uma abordagem eminentemente psicanalítica”. SHEIVA CAMPOS NUNES ROCHAMédica - Psicanalista, Diretora do Instituto da Aperj. Iniciei minha formação em Terapia de família, ainda na Faculdade de Medicina UFRJ, em estágio na Comunidade Terapêutica do Pinel- 1972. Atendo em Consultório Particular desde 1977, em Terapia de Casal e Família de base analítica. Tenho, Especialização em terapia Familiar pelo IPUB-1978. Participei da Organização e supervisão do Curso de Família e Casal no Instituto da Família-1978. Apresentação de vários artigos em Congressos e Simpósios sobre Terapia de Casal e Família. Debate na televisão e radio sobre assuntos relacionados a relacionamento de casal e família. Consultora da Revista Pais e Filhos e outras. Fui, Presidente, Vice-Presidente, e atualmente Diretora do Instituto da Associação Psicanalítica da Cidade do Rio de janeiro. Atualmente Delegada do Comitê de Família e Casal da federação Latino–Americana da Psicanálise da Fepal. |