Gestões

OS PIONEIROS DA ATF-RJ

Definição da Comissão de História da ABRATEF

Definição da Comissão de História da ABRATEF: Aqueles que já faziam parte do movimento de terapia familiar até a fundação da ABRATEF em 1994. Os que iniciaram associações ou cursos nos quais ainda não existia o movimento, de terapia familiar em Estados ou Cidades em que ainda não existia o movimento, mesmo que tenha sido após a fundação da ABRATEF.

Nota da ATF-RJ: Todo associado que se enquadrar nesta definição de PIONEIRO deve encaminhar sua história para secretaria da ATF-RJ. A relação abaixo segue a ordem cronológica dos textos recebidos.

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FLAVIA COSTA STRAUCH

Trajetória Como Terapeuta de Família: Nos idos de 1981,iniciava-se a segunda turma do curso de especialização em terapia de família do IPUB ( Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil) hoje UFRJ. O diretor da instituição era o psicanalista Dr. E. Portella Nunes. Este é considerado o primeiro curso brasileiro de terapia de família a nível de pós graduação, coordenado e fundado pela Dra. Dorothy Nebel de Mello. A partir da minha experiência em hospital psiquiátrico aliada às leituras dos autores como Thomás Zas, M. Mead , Foucault, Castel, Gauttari e Deleuze , adveio o interesse em estudar a família como paciente, por haver percebido, na prática,  o fosso emocional entre a família e o  membro sintomático ,considerados à época, como ‘pacientes identificados’ ou  P.I. A proposta de ensino oferecido no IPUB se caracterizava por um pioneirismo surpreendente para os padrões de aprendizado vigentes.O uso da sala de espelhos concomitante ao sistema fechado de TV no primeiro contato, assustou.Ficar exposta para os colegas, supervisores e a família que estaria sendo atendida, podendo ser interrompida, era por demais ameaçador! A proposta se assemelhava à utilizada na América do Norte, mais precisamente , Califórnia - Palo Alto de onde provinha a teoria sistêmica/comunicação e a técnica então estudadas. Era a partir do segundo ano do curso que o treinamento com essa modalidade de aprendizado tinha início. Além dessas práticas de ensino, a formação era acrescida de integração com os colegas de diversos cursos e segmentos de atendimento ao paciente internado na instituição, através da supervisão grupal com psiquiatra na presença do paciente onde se discutia o diagnóstico, a melhor conduta clínica a ser ofertada, bem como assistiam-se aulas de psiquiatria conjuntas,além da presença obrigatória nas apresentações semanais no auditório da instituição. O paciente, cujo psiquiatra recomendava o atendimento familiar, tinha sua história apresentada ao grupo de especialização em terapia de família que conjuntamente escolhia os alunos- trabalhava-se em coterapia- e supervisor que acompanhariam o processo clínico. O aparato inovador aos poucos tornou-se menos persecutório e a vontade de aprender e ajudar prevaleceu, na proporção em que o contato com as famílias possibilitava,em alguns casos,  mudanças deveras significativas na interação entre em seus membros. Mas os obstáculos eram enormes e, nem sempre as experiências lograram êxito. Dificuldades de diferentes ordens surgiam desde limitações sócio-econômicas e impediam alguns membros da família de comparecer ao atendimento, como o horário de funcionamento do hospital que coincidia com o horário comercial,inviabilizando a presença dos familiares que trabalhavam, passando pelo desinteresse da família com seu membro adoecido, assim como a distância entre o hospital e a residência e/ou trabalho da família. Vale ressaltar que os pacientes internados, em sua maioria, provinham do extrato social precário da sociedade, o que acrescentava um ‘plus’ às dificuldades inerentes nesses casos. Sabe-se que essas questões não se limitam a esse tipo de paciente. No consultório, com algumas variações, também se testemunham tais dificuldades. Pode-se especular que a idéia de ‘bode expiatório’ permanece no imaginário das famílias. Entretanto, a dificuldade maior ocorreu entre os pares de profissão. Críticas contundentes a essa metodologia de trabalho eram desalentadoras. Escutava-se toda sorte de comentários:  Psicanalista trabalha com o intrapsíquico, com a fantasia e sentimentos que o paciente individualmente traz de suas experiências infantis.Como confrontar o paciente com seus familiares? Não é jogo da verdade. A psicanálise trabalha a verdade do paciente. O que importa é a família internalizada do mesmo. Esse discurso de descrédito deixava evidente o desconhecimento dos estudos e pesquisas teóricas ao mesmo tempo em que denunciavam o temor em contatar uma nova maneira de compreender tanto os pacientes graves e suas famílias quanto famílias com crianças e/ou adolescentes. Parte dessa má vontade ficou no passado. Mas confesso que durante anos atuei profissionalmente de forma “dupla” ou seja, atendia individualmente como psicanalista e sistêmica nas consultas familiares. Felizmente a formação psicanalítica corroborou a importância em considerar o meio ambiente  na busca do entendimento das questões emocionais que atingem a família como um todo quando um dos membros tem seu desenvolvimento dificultado seja ele de ordem orgânica, física, social, mental e/ou emocional. Atualmente, o estudo da dinâmica familiar tem se difundido entre algumas sociedades ligadas à IPA (International  Psychoanalysis Association) oferecem atendimento a famílias em suas clínicas sociais. A SBPRJ, sociedade da qual sou membro abriu espaço no ano passado para o estudo de psicanálise de família, referendada nos teóricos argentinos. Esta decisão representa um avanço histórico no seio societário e um alento, em ver essa prática sendo acolhida, entre os meus pares profissionais.

GILDA MARIA D´ORSI ARCHER

Histórico da minha trajetória na Terapia de Família. Sempre trabalhei com crianças em Escolas e outras comunidades, como professora de Arte/Educação. A minha primeira formação foi em pedagogia e outros cursos especializados em arte com crianças. Procurei a formação em psicologia motivada pela minha experiência com crianças e adolescentes. De 1984 a 1987 fiz a Formação na Sociedade de Psicoterapia Analítica de Grupo – SPAG-RJ, onde entrei  em contato com as primeiras idéias sobre Terapia de Família.  Depois de alguns anos trabalhando na clínica senti necessidade de ampliar a minha visão sobre as questões que os pais traziam de seus filhos que apresentavam problemas. Através do conhecimento com Tereza Cristina Diniz, iniciei minha formação em Terapia Familiar Sistêmica em 1987 no Instituto de Terapia de Família. Fui aprimorando a minha formação em cursos, seminários e apresentação de trabalhos em Congressos. Em 1991 fundamos o CEFAI – e construímos um trabalho em Equipe Terapêutica. Adolfo Loketek e Maria Rosa Glasserman do CEFYP de Buenos Aires tiveram grande influência no nosso trabalho. Em 1991 participei do “Encuentro Interdisciplinário Internacional”- em Buenos Aires – “Nuevos Paradigmas, Cultura y Subjetividade”. Este encontro foi muito importante na minha formação. Em 1998 fundamos no CEFAI o curso de Formação em Terapia Relacional Sistêmica.  Em Fevereiro de 1999 estive em Roma com Carmine Saccu, em um trabalho de self do terapeuta. Em Julho de 2001 participei do Curso de Terapia Familiar Sistêmica com Marcelo Pakman, Cecchin, Janine Roberts e Carlos Sluzki em Massachusets nos E.U.A.  Participo de grupos de Reflexão com Gladis Brum e organizei com Vera Lúcia Bello grupos de histórias, Encontros e Contos. No CEFAI exerço a função de coordenadora e supervisora no curso de Formação e  estamos sempre nos atualizando tanto na organização de cursos e seminários como também no convite de outros profissionais, de dentro e de fora do Brasil, inseridos no paradigma sistêmico. Participei da Comissão de Pesquisa, gestão 2006 - 2008 como membro do CDC – Conselho Deliberativo Científico – ABRATEF e estive na organização do III Encontro de Pesquisadores realizado durante o VIII Congresso Brasileiro de Terapia Familiar em agosto de 2008.  Resumidamente esta tem sido a minha trajetória.

LAURICE LEVY

Me formei em 1978 quando era essencialmente psicanalista e terapeuta de crianças.  Trabalhava com ludoterapia de orientação kleiniana. com  leituras de Anna Freud que  de certa forma não culpabilizava tanto os pais. Entretanto, fui sentindo cada vez mais frustração de ver os pais boicotarem o tratamento toda vez que a criança melhorava.  Por outro lado, me incomodavam muito as recomendações dos supervisores dizendo que eu não deveria "dar ouvidos" às mães.  Diziam, quase sempre, que elas queriam controlar a terapia.  Os pais não poderiam interferir na terapia e deveriam ficar absolutamente "fora" do atendimento da criança.  O máximo que se permitia, talvez até mesmo pela insistência das mães que se recusavam a permanecer nesse lugar, com toda razão, era mandá-las para um "acompanhamento de pais" ou "orientação de pais".  Esse era o nome e acredito que até hoje alguns psicanalistas de crianças ainda utilizam essa forma de atendimento. Com o tempo e a experiência, fui tendo certeza que aquela forma não se adequava ao que eu pensava de FAMÍLIA. Em 1983, comecei meu Mestrado em Psicologia Clínica na PUC/Rio com orientação do Dr. Carlos Paes e Barros, ícone da teoria psicanalítica, mas continuava sofrendo com os atendimentos de crianças feitos da forma acima citada.  Nesse mesmo ano, no Mestrado, tomei contato com a professora Terezinha Feres Carneiro, dos textos de Bateson e outros terapeutas familiares. Foi quando em Setembro de 1985 fiquei sabendo que o Dr. Moisés Groisman, recém-chegado do exterior onde tinha ido estudar Terapia de Família, iria começar o seu primeiro curso de Terapia de Família  na Núcleo-Pesquisas. Comecei portanto, minha formação no ano de 1985. A partir daí dificilmente aceitava atender crianças sozinhas, tendo tido supervisões com Anna Maria Hoette e Moisés Groisman. Continuei estudando, escrevendo , apresentando e ensinando a teoria, prática e técnica familiar até hoje. FIz todos os cursos da Núcleo-Pesquisas, mais de 7 anos, até a sua Formação de Supervisores, função que desempenhei, durante vários anos,  na própria Núcleo.  Atuei e atuo como Professora-Supervisora no Curso de Terapia de Família do Delphos Espaço Psico-Social, desde o seu início em 1998.  Desde 2005  comecei lecionando na Barra, para um grupo de alunos que me pediu para dar -lhes uma formação em terapia familiar.  Assim, uma nova escola nasceu  de forma muito natural e espontânea quando resolvi atender a essas   pessoas que não desejavam atravessar o túnel e sair da Barra para poder ter contato com a teoria e a terapia familiar. Em 2008, por insistência e ajuda de Cynthia Ladvocat (presidente da ABRATEF,gestão 2008- 2010) e de Cristina Werner (Presidente da ATF-RJ, gestão 2008-2010) resolvemos oficializar  a criação da INTEGRARE -INDIVIDUO, FAMILIA E SOCIEDADE, seguindo as normas do CDC- para que os alunos pudessem se filiar à ATF. com o reconhecimento da ABRATEF.  Em abril de 2008, iniciamos a Turma 3,  com o selo da  ATF/ABRATEF. Como o próprio nome diz esse curso integra Psicanálise, Terapia familiar sistêmica e psicodrama .  Acreditamos  em um homem que possui um inconsciente, uma família e  que esta  inserido em um momento  sócio-histórico e  cultural que o influenciam.  Por isso gostamos da multidisiciplinaridade e variedade de visões. Escrevi  trabalhos  sobre Terapia de Família e casais, psicodrama e psicanálise  nos livros: Integrando Diferenças - Possíveis Caminhos da Vivência Terapêutica, como autora   e como co-autora nos seguintes livros: .Além do Paraíso - Perdas e Transformações na Família. Organizado por Moisés Groisman, Laços Amorosos - Organizado por Maria Amália Vitale, Gritos e Sussurros - Interseções e Ressonâncias. Trabalhando com casais" organizado por  Sandra Fedullo Colombo, Diversidades e abordagens na Família Brasileira.  Organizado pela ATF-RJ. Manual de Terapia Familiar, organizado por Luiz Carlos Osorio e Maria Elizabeth Pascual do Valle, Terapia de Família no Brasil - uma década depois, organizado por Rosa Macedo. E, no prelo,  o livro organizado por Marcos Naime a ser lançado no IX Congresso Brasileiro de Terapia Familiar. Organizei a pedido da ATF-ABRATEF, os livros  Supervisão : A coerência dos Critérios, e  Os Impasses dos formadores em ação. Questões difíceis, delicadas e éticas da terapia familiar. Durante o II Congresso Brasileiro de Terapia Familiar,em 1998.  Fui membro da Comissão Científica e trabalhei  diretamente na confecção dos anais  daquele Congresso. Tenho apresentado trabalhos e sido convidada em Congressos, Simpósios e Jornadas de Terapia de Família no Rio de Janeiro e no Brasil. Além disso tenho escrito em Anais, Revistas especializadas e Boletim da ATF e da ABRATEF.  A partir da Fundação da ABRATEF, tenho estado presente em todas as diretorias da ATF/RJ. Participo ativamente  do CDC(Conselho Deliberativo e Cientifico)  tendo sido eleita   secretaria do mesmo na gestão 2004-2006. Estou realizando no momento, individualmente uma pesquisa sobre conjugalidade.  Atualmente sou conselheira do CDC e coordenadora da Comissão Cientifica do IX Congresso Brasileiro de Terapia Familiar.

LIA BAPTISTA CARVALHO

Meu interesse em trabalhar com famílias vem desde a faculdade. Minha trajetória profissional foi posterior ao meu casamento em 1965 e a formação da minha família  de 4 filhos, sendo o último natimorto. Quando fui para a faculdade em 1977 compreender a dinâmica familiar já era de especial interesse para mim. Após a minha formatura em 1983, muito influenciada pelo desejo de fazer formação psicanalítica e por exigência do currículo da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro, passei dois anos  no Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro - IPUB, no setor de Família. A orientação teórica do curso incluía os enfoques psicanalítico e sistêmico. Já nesta época estava interessada em compreender a relação família/doença mental. De 1984 a 1988 me dediquei à formação psicanalítica. Ao terminá-la, consciente do limites da Teoria Psicanalítica para a compreensão da dinâmica familiar,  fui buscar uma formação complementar a já feita no IPUB. De 1989 a 1990 fiz o curso de Especialização em Terapia de Família no Instituto de Terapia de Família do Rio de Janeiro - ITF. Durante o período em que estive estudando no ITF, junto com Gladis Brun e Carlos Eduardo Zuma, produzimos a revista Nova Perspectiva Sistêmica, publicação mantida até hoje, por este Instituto.  Durante umas férias de verão, em 1996, tive a oportunidade de fazer um estágio de 1 mês no Roberto Clemente Family Guidence Center - NY, Centro até hoje dirigido por Jaime Ínclan onde entrei em contato com os problemas de integração de culturas vividos pelas  famílias hispano/americanas imigrantes. Lá conheci como professora convidada, Ema Genijovitch, que naquela época trabalhava no Staff  do Minuchin Center, com Salvador Minuchin. Esta relação professora aluna se transformou em uma grande amizade e Ema tem sido até hoje, além de professora e supervisora do Modelo Estrutural, minha consultora no campo da Terapia Familiar.Nestes anos todos de convivência não houve nenhuma vez em que estivesse em NY, que não participasse de alguma atividade do Centro, que com a aposentadoria de Salvador Minuchin, hoje se chama Family Studies e tem Ema como uma das Co-Directors. Em 1992, movida pela necessidade de trabalhar em equipe fundei junto com Werner Zimmermann, Cynthia Ladvocat, Miriam Felzenszwalb e Paulo João Raad, O Mosaico - Instituto de Pesquisa em Sistemas Humanos, dedicado à formação de profissionais para trabalharem com famílias  tendo o Modelo Estrutural como referência. Em 2004 iniciamos a XI turma do Curso. Este ano, deixei de dar aula ficando apenas como membro colaborador. Em 1998, tive a oportunidade de presidir o III Congresso Brasileiro de Terapia Familiar no Rio, trabalhando com uma equipe eficiente e coesa onde a hierarquia tinha como objetivo delimitar áreas de atuação e responsabilidades. Em 1999, fiz uma palestra nas Nações Unidas onde apresentei  um modelo de aplicação do pensamento sistêmico em uma ONG que desenvolve projetos em comunidades populares no Rio. Em 2000, fui convidada a apresentar esta mesma palestra na AFTA. Em 2004, passando por uma nova etapa de ciclo de vida coma chegada dos netos e a aposentadoria do marido, estou repensando a minha atuação no campo de Terapia Familiar, buscando novos desafios para novos tempos.

LIA GANC

Considero-me segunda geração da Terapia de Família no Rio de Janeiro, na medida que meu primeiro contato com essa terapia foi na PUC com Lucia Ripper no último semestre da graduação.  . Em 1977-1978   participei da 1a. Turma de Especialização de Pós Graduação Latu-Sensu em Terapia de Família - IPUB/ UFRJ sob coordenação : Luis Fernando Melo Campos e Anna Maria Hoette , recém chegada de sua formação em família no Boston Institute.   Em 1978-1980 -  Participei da Equipe do INFA - Instituto da Família , coordenado pelo Dr. Lindemberg Nunes Rocha .  Os professores e supervisores acima mencionados foram os pioneiros da Terapia de Família com quem tive contato ,além de Gladis Brum que junto com Anna Maria Hoette montou uma série de grupos de estudos sobre família dos quais fiz parte. Em  1987 esse trabalho com grupos deu origem ao Instituto de Terapia de família-RJ para o qual Gladis Brum e Anna Maria Hoette convidaram  mais cinco profissionais para fazer parte da equipe do ITF-RJ .  De 1981 até a presente data faço parte do quadro da Universidade Federal do Rio de Janeiro no IPUB- Instituto de Psiquiatria como Psicóloga do SETOR DE FAMÍLIA e do PROJAD -Programa de Atendimento a Usuários    de   Álcool e Outras Drogas .   De 1987 a 2004  Fundadora  e  Membro do Conselho Diretor do ITF- RJ  - Instituto de Terapia de Família, Em 1998 - Defesa do título de Mestre em Comunicação e Cultura - ECO /UFRJ da pesquisa : Voz e Silêncio: A comunicação da 1a. e 2a. Geração das Famílias Sobreviventes da 2a. Guerra Mundial.;  Sou  Membro da AFTA  ( American Family Therapy Academy ) e tive participação em Pesquisas e Projetos -Pilotos; 1978 - 1981 : Pesquisa: Terapia de Família: Um Estudo Sobre Famílias Neuróticas e Psicóticas . IPUB/ UFRJ; 1985 -1991 : O Älcool e a Família : Uma Proposta Alternativa para Tratamento de Pacientes Alcoólatras - IPUB/ UFRJ;  1997 - 1999: Coordenação do Núcleo de Estudos eFormação em Atendimentos de Situações de Pós Trauma - ITF – RJ;  1999 - 2001 : Coordenação do Projeto Piloto a Atendimentos a Adolescentes Grávidas e seus Familiares - Hospital GaFFrée Guinle / RJ; 2001-2002 : Pesquisadora Assistente do Projeto : Padrões de Consumo de Álcool : Um Estudo Transversal numa População da Periferia da Cidade do  Rio de Janeiro. IPUB / ICAP ( International Center of Alchol Policy ). Apresentei trabalhos em vários Congressos Nacionais de Terapia de Família e nos norte americanos da AFTA ( American Family Therapy Academy). . Orientei inúmeras monografias do Curso de Especialização em Terapia de Família da UFRJ e participei de Bancas Examinadoras da UFRJ e de outras universidades.

LÚCIA FERRARA

A minha formação se inicia na Puc de Belo Horizonte- MG, com a minha graduação em psicologia no ano de 1975. O meu trabalho como terapeuta começa com o uso da  arte terapia para psicóticos numa clínica com psicólogos e psiquiatras. Nosso modelo tinha como ponto de partida a "Casa das Palmeiras" , onde fiz um estágio com a Dra Nise da Silveira.  Logo depois, inicio em 1979, uma especialização no Instituto de Psicanálise onde permaneço até 1982, quando iniciei um curso em filosofia. Nesta ocasião havia um movimento de Terapia Existencialista em BH. Me juntei, então,  com o Grupo de Estudos de Terapia Existencialista. Aí  tive meu primeiro contato com a Terapia de Família.Em 1984 participo da primeira turma do curso sobre Pensamento Sistêmico com Zélia Nascimento, psicóloga e pioneira na Terapia de Família em Belo Horizonte. Paralela a esta formação inicio também uma formação em Terapia de base Bioenergética onde começo a integrar os conceitos psicodinâmicos com os conceitos sistêmicos. Meu trabalho em consultório como terapeuta de família e casal já era uma realidade. De 1991 a 1993 fiz formação no Sefam com Fiorângela Desidério, em São Paulo.  Aí conheço o Delphos através de Maria Cecília Veluk Dias Baptista. Como eu  já estava morando no Rio de janeiro,iniciamos um grupo de estudos de casos de familia  semanal. Este grupo de estudos acabou se transformando num curso de formação de Terapia de família e Casal em 1998 com a participação de Laurice Levy e Martha Villar. A minha participação mais intensa no movimento de Terapia de Família se dá a partir da minha atuação como diretora adjunta da ATF-RJ nos biênios 2000/2002 e 2002/2004.