Gestões

OS PIONEIROS DA ATF-RJ

Definição da Comissão de História da ABRATEF

Definição da Comissão de História da ABRATEF: Aqueles que já faziam parte do movimento de terapia familiar até a fundação da ABRATEF em 1994. Os que iniciaram associações ou cursos nos quais ainda não existia o movimento, de terapia familiar em Estados ou Cidades em que ainda não existia o movimento, mesmo que tenha sido após a fundação da ABRATEF.

Nota da ATF-RJ: Todo associado que se enquadrar nesta definição de PIONEIRO deve encaminhar sua história para secretaria da ATF-RJ. A relação abaixo segue a ordem cronológica dos textos recebidos.

Próxima Página Ir para página: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6
ALEXANDRE LINS KEUSEN



Meu percurso em direção a Terapia de Família, surge inicialmente através dos textos de David Cooper e Ronald Laing ainda durante o curso de Medicina despertando-me para a questão das relações da sociedade, da família e os Transtornos Mentais. Estagiando no Manicômio Judiciário Henrique Roxo no final da década de 70, onde ocorreu um dos primeiros projetos de Comunidade Terapêutica no Sistema Judiciário aprendi técnicas de intervenção em grupo, e o contato com Franco Basaglia, quando de sua visita à instituição me revelaram, um movimento que compreendia o tratamento psiquiátrico em novas bases, não exclusivamente dedicado ao estudo da psicopatologia e dos psicofármacos. Durante a Residência Médica no Instituto de Psiquiatria da UFRJ entrei em contato com o Setor de Terapia de Família, através de Lia Ganc e comecei a trabalhar minha clientela em parceria com o Serviço, especialmente no tratamento da psicose. Um outro profissional com quem atuei em conjunto no atendimento aos meus pacientes foi Antônio Celso. Em 1982 no VII Congresso Brasileiro de Psiquiatria apresentei o trabalho "A Influência da Emoção Expressada na Evolução da Esquizofrenia”. Desenvolvi o estudo deste tema durante a década, culminando com a defesa em 05/07/90 da Tese de Mestrado em Medicina (Área de Concentração: Psiquiatria), "A Influência da” Emoção Expressada “pelos Familiares na Evolução da Esquizofrenia. Revisão do Conceito”. Convidado por Lia Ganc, fiz o curso de Especialização em Terapia de Família no Instituto de Terapia de Família do Rio de Janeiro, quando conheci outros importantes pioneiros da área como Gladis Brun, Teresa Cristina Diniz e Ana Maria Hoette e pude estudar de forma mais sistematizada e abrangente o modelo sistêmico da Terapia de Família, especialmente a Teoria Construtivista.  Ao mesmo tempo, comecei a desenvolver na Colônia Juliano Moreira (Rio de Janeiro), no Hospital Jurandir Manfredini o Programa de Intervenção Psicoeducacional para Familiares de Pacientes com Esquizofrenia, que atualmente vem sendo desenvolvido no Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro (CPRJ. Junto com Lia Carvalho tentamos via Mosaico implantar na clínica privada este programa, apresentando aos médicos do nosso convívio. Apresentei em vários Congressos Brasileiros de Terapia de Família (São Paulo, Gramado e Rio de Janeiro) trabalhos sobre o tema “Intervenção na Família na Psicose (em especial, na Esquizofrenia)”. No Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro (CPRJ), como diretor pude desenvolver um serviço que juntava estas influências, e com uma preocupação em atuar junto a família de forma diferenciada em seus vários serviços, utilizando o modelo construtivista. Atualmente trabalho no setor de Terapia de Família do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, onde venho procurando desenvolver uma linha de pesquisa que estude a relação entre a família e os Transtornos Mentais Severos.

BERENICE FIALHO MOREIRA

Iniciei meus estudos de Psicologia na UFRJ, em época de intensa militância estudantil, quando fui punida pelo Ato Institucional nº 5 (decreto 477), o que me levou para o Chile em 1972, e depois para a França, em 1974. No Chile ingressei no curso de Psicologia da Universidade do Chile e na França fiz estágio na Clínica de la Borde, sob a coordenação de Felix Guattari. Voltando ao Brasil, terminei meu curso regular, e fui bolsista do CNPq (Iniciação Científica e depois de Aperfeiçoamento Científico) no Instituto de Psiquiatria – IPUB, sob a orientação de José Octávio de Freitas Júnior. Fiz Mestrado de Psicologia na Fundação Getúlio Vargas na área de Psicologia do Desenvolvimento, estudando o envelhecimento, ao mesmo tempo em que construía uma prática clínica em consultório particular. As questões clínicas que fui enfrentando, especialmente no atendimento de crianças e adolescentes e suas famílias, me fizeram buscar uma outra formação que me possibilitasse articular o individual e o relacional. Em 1987, entro em contato com a Terapia Familiar através do grupo de estudos coordenado por Gladis Brun e Anna Maria Hoette, e depois cursando o Instituto de Terapia de Família, onde termino o curso de formação, em 1991. Em 1989, fiz o primeiro estágio no CEFYP, com Maria Rosa Glasserman e Adolfo Loketek, o que viria a se repetir em outras ocasiões. A visão relacional sistêmica abriu a perspectiva de trabalhar em equipe e, em 1991, fundamos o Centro de Estudos da Família, Adolescência e Infância – CEFAI. Contamos com a colaboração de Adolfo Loketek e Maria Rosa Glasserman neste empreendimento. Neste mesmo ano, fui fazer o curso de verão em Berkshires, Massachussets, sob a coordenação de Carlos Sluzki, quando entrei em contato com Marcelo Packman, G. Cecchin e Celia Falicov. Realizações regulares, no CEFAI, de cursos e workshops sobre terapia familiar, levou-nos a iniciar, em 1998, o Curso de Formação em Terapia Relacional Sistêmica. No decorrer de todo este período, continuamos a manter um trabalho constante de articulação entre profissionais de Terapia de Família, nacionais e internacionais, como parte do trabalho de formação da equipe do CEFAI e dos seus alunos. Em 1999, toda a equipe vai a Escuela Romana di Terapia Famigliare, em Roma, fazer um trabalho com Carmine Saccu sobre o self do terapeuta, assistir atendimentos de família, supervisão de casos e conversar sobre o curso de formação. Em cursos no Rio de Janeiro, São Paulo, em congressos nacionais e internacionais, pude entrar em contato com outros terapeutas como Salvador Minuchin, Emma Genijovich, Mony Elkäin, P. Penn, Tom Anderson, Monica McGoldrich, Florence Kaslow, Lynn Hoffmann, Maurizio Andolfi, Paul Watzlawick, Mara Silvini Palazzoli, buscando subsídios para o meu trabalho. Colaborei com o movimento que levou à fundação da Associação de Terapia de Família – Rio de Janeiro, ATF-RJ, sendo sua presidente no biênio 1998-2000, bem como da fundação e organização da ABRATEF, sendo presidente da Comissão Científica do II Congresso Brasileiro de Terapia Familiar, realizado no Rio de Janeiro em 1998. Ao longo dos anos tenho participado da Comissão Científica da ATF-RJ, do Conselho Deliberativo Científico e da organização do Encontro de Formadores realizado em Angra dos Reis e em Itaipava. E em agosto de 2010, participando da organização do 9º CBTF em Búzios.

CARLOS EDUARDO ZUMA

Considero que meu trabalho com famílias se inicia em 1982, aos 20 anos de idade, quando comecei a trabalhar com acompanhamento terapêutico de pacientes graves em suas residências. Fui um dos fundadores do GRAP – Grupo de Acompanhamento Psiquiátrico, formado por ex-estagiários de duas clínicas psiquiátricas privadas do Rio de Janeiro. Acompanhar pacientes, em sua maioria, esquizofrênicos, em suas casas, compartilhando seu dia a dia com suas famílias, foi a melhor experiência clínica que qualquer estudante de psicologia ou psiquiatria poderia almejar. Nos oito anos em que fiz este trabalho pude vivenciar e compreender a extrema conexão entre a patologia apresentada por aquele que era identificado como paciente e seu relacionamento com os demais membros de sua família. Em 1987, por indicação de Beatriz Cyrino, que também havia passado pela experiência de trabalhar com acompanhamento, fui procurar formação em Terapia de Família no, então, recém criado Instituto de Terapia de Família do Rio de Janeiro, o ITF-RJ, dirigido por Gladis Brun e Anna Maria Höette. Integrei a turma de 1988, a primeira turma depois de formalizada a instituição. Paralelamente ao ITF, fiz o curso de Especialização em Terapia de Família no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, onde fui supervisionado por Lia Ganc e Sonia Beatriz Sodré. Em 1992, passei a ser monitor do ITF-RJ e, em pouco tempo, a integrar seu corpo de professores. Entre meus colegas de turma, no ITF-RJ, se encontravam André Souza Rego, também oriundo do GRAP e com quem iniciei, em co-terapia, atendimento de famílias no consultório, Jorge Bergallo e Helena Júlia Monte. Nós quatro que, naquela época, nos denominávamos Grupo Gaia, fomos responsáveis pela Seção de Humor da revista Nova Perspectiva Sistêmica, desde seu lançamento em 1991, onde assinávamos os GaiAtos. Desde o seu terceiro número, de 1993, sou o Produtor Executivo desta publicação, convidado por Gladis Brun e Lia Carvalho. Em 1993 participei do movimento que cria a Associação de Terapia de Família do Rio de Janeiro, sendo seu Diretor de Comunicação e Publicação em sua primeira gestão e o Coordenador da Comissão Organizadora do II Congresso Brasileiro de Terapia de Família de 1998. Eu, André, Jorge e Helena, em 1994, fundamos o Instituto Noos, instituição sem fins lucrativos dedicada a buscar e desenvolver metodologias que promovam a dissolução pacífica de conflitos relacionais nas famílias e comunidades, onde sou seu Secretário-Executivo desde sua fundação. Atualmente represento o Instituto Noos na Rede de Homens por Equidade de Gênero, na Rede Não Bata, Eduque e na Child Helpline International. Sou membro da ISPCAN - International Society for Prevention of Child Abuse and Neglect e da Ashoka Empreendedores Sociais.

CYNTHIA LADVOCAT

Sempre estive voltada para as questões da família. Nos estágios em clínica infantil, atendia somente a criança e não concordava em excluir os pais do processo. No Brasil, na década de 70, o referencial teórico-técnico aplicado era o psicanalítico. Os conhecimentos na área da família vinham do exterior e eram limitados. No início da prática, eu buscava integrar a Psicanálise a outras teorias que me ajudassem no trabalho com casais e famílias. Ao concluir a graduação na PUC-Rio em 1976, cursava a especialização em terapia do comportamento, que foi durante 6 anos uma rica experiência com crianças com necessidades especiais. Fundei em 1981 o GRUPSI – Terapêutica e Estudo da Criança e da Família, que funcionou até 1989 com estágio, estudo e atendimento supervisionado. Busquei em 1982, na Sociedade de Psicoterapia de Grupo, a formação sobre Grupos Analíticos, Operativos e Familiares e tive como supervisores os PIONEIROS da primeira geração em Terapia Familiar. No CEFAC, de 1985 a 1989, sob a coordenação de Lucia Ripper, iniciei a Especialização em Terapia de Família (800 horas) com atendimento em sala de espelho e supervisão ao vivo, um recurso inédito na época. Tive a oportunidade de ser supervisionada por professores convidados, entre eles Maurizio Andolfi. Coordenei, de 1986 a 2000, um grupo de supervisão com enfoque na dinâmica familiar com supervisionandos, muitos que hoje são associados da ATF-RJ. Em 1987 iniciei formação na Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro, onde o estudo sobre inconsciente, os sonhos e o vínculo terapêutico, muito contribuiu para a compreensão do mundo intrapsíquico. Com as minhas atenções voltadas para o interpessoal, me encantei com as teorias de Winnicott, que não via o bebê a não ser na relação com sua mãe. Em 1990 participei do trabalho de orientação psicanalítica e sistêmica no COJ do Instituto Fernandes Figueira, onde pude comprovar que abordagens diferentes ampliam as possibilidades terapêuticas. Concluí a formação psicanalítica em um estágio de 500 horas no Instituto de Psiquiatria da UFRJ. Junto ao paciente psiquiátrico eu pesquisava, através do genograma, a história da patologia na relação familiar. No Instituto Mosaico, desde 1992 venho participando como co-diretora no curso de especialização em terapia familiar. Para contemplar meus conhecimentos sobre todas as faixas do ciclo vital, iniciei na UFF a Especialização em Gerontologia e Geriatria Interdisciplinar, onde passei a ministrar seminários sobre o idoso e a família. Em 1995 fiz o Practicum na Accademia di Psicoterapia della Famiglia, com um intenso trabalho sobre minha família de origem. Retornei a Roma nos dois anos seguintes e levei dois grupos para conhecerem a técnica de Andolfi. Em 1996, a convite de Mony Elkaïm, fui para Londres e me filiei à European Family Therapy Association – EFTA. Através de meus estudos e prática na área de adoção, busquei em 1997 a Associação Brasileira Terra dos Homens. O trabalho com a família de origem e o desenvolvimento do self do terapeuta é um tema que me dedico na formação em terapia familiar. Esse trabalho é resultado do meu contato pessoal com Andolfi, com Elkaim e com Guy Ausloos, esse último consultor da Terra dos Homens. Nessa ONG, supervisionei por vários anos os atendimentos da equipe nos diversos projetos, coordenei o Grupo de Reflexão sobre Adoção. Hoje sou conselheira da Terra dos Homens, trabalhando na busca dos direitos das crianças e adolescentes. Desenvolvi o tema sobre os Mitos e Segredos sobre a Origem da Criança na Família Adotiva no Mestrado na PUC-Rio. Na ATF-RJ venho participando de todas as diretorias desde sua fundação. Participei da Comissão Organizadora do III Congresso Brasileiro de Terapia Familiar, exerci as funções de Diretora de Comunicação, Vice Presidente, Presidente por duas gestões. Exerci a função de conselheira no Conselho Deliberativo Científico da ABRATEF por vários biênios. Como membro da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro, divulgo a área de Família em supervisões, seminários, grupos de estudo e jornadas. Identifico-me como psicóloga, com formação psicanalítica e com formação em terapia familiar. Portanto, atuo na minha prática nos dois enfoques. Na minha clínica privada atendo psicanaliticamente os pacientes individuais dentro da abordagem winnicottiana. Tenho participação ativa na Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro junto ao corpo docente onde ministro seminários de Freud e Winnicott. Exerço a função de didata na análise de candidatos a formação psicanalítica. Coordeno grupos de estudo na área de adoção no setting psicanalítico. Atuei como Delegada representante da Sociedade Psicanalítica do RJ no Comitê de Família e Casal da federação Latino–Americana da Psicanálise da Fepal. No atendimento de casais e famílias, minha experiência como psicanalista é a base do meu trabalho, que em muito se enriquece da abordagem sistêmica. De certa forma, introduzi colegas psicanalistas ao tema da família, principalmente como presidente da ATF-RJ, cujos eventos científicos na época aconteciam no auditório da própria SPRJ. Como presidente da ABRATEF no biênio 2008-2010, trabalhei junto a rede brasileira de terapeutas familiares e, junto da equipe da ATF-RJ, na organização do IX Congresso Brasileiro de Terapia Familiar, em Búzios. Depois de 35 anos desde a graduação em psicologia, de cerca de 30 anos no trabalho com famílias, do meu investimento na psicanálise e na abordagem sistêmica, sinto que ainda tenho caminhos a percorrer. E que bom, sigo então minha vocação de agregar meus alunos, supervisionandos, colegas e amigos ao movimento de terapia familiar. E para finalizar minha trajetória nesse texto, não me sinto exatamente como uma pioneira da primeira geração. Fui formada por pioneiros importantes que muito contribuíram para minha vida profissional. Com muito orgulho, identifico-me então como uma pioneira da segunda geração da história da terapia familiar do Brasil.

CYNTHIA LIRA

Meu caminho até a TF: Meu primeiro contato com a Terapia Familiar foi durante um curso de mestrado na Columbia University em NY, EUA em 1986.  Logo após o mestrado fui trabalhar numa Instituição que atendia a população de baixa renda que estava implementando uma mudança de paradigma do tratamento individual dos meninos para o tratamento familiar.  Neste contexto fiz minha primeira especialização num curso de 3 anos com supervisão e trabalho em sala de espelho. Minha história enquanto terapeuta familiar: Quando cheguei no Brasil a TF era  pouco conhecida do público em geral como demanda e a teoria sistêmica pouco difundida dentro da psicologia. Fiz um curso de formação/especialização (Núcleo -Pesquisas) onde atendíamos famílias em equipe.  Participei da organização do 1o congresso simpósio de TF do RJ em 1991.  O paradigma sistêmico é fundamental no meu trabalho e está presente esteja eu atendendo um indivíduo sozinho ou o grupo familiar. Em 1995 fui morar em Buenos Aires onde participei de um grupo de estudos com Cristina Ravazolla por 3 anos focalizando os temas de gênero e violência na família. Durante este período trabalhei num orfanato com meninas oriundas de sistemas familiares disfuncionais. Voltei ao Brasil em 1998 e em 2002 terminei uma formação em psicologia analítica que me deu a titulação de Analista Junguiana.  Minha monografia para término do curso foi sobre o entrelaçamento da abordagem sistêmica  familiar no atendimento analítico. Desde então trabalho no meu consultório particular atendendo famílias e indivíduos através do ciclo vital.

ELOISA VIDAL ROSAS

Graduação em Educação e Psicologia; Mestre em Cultura e Comunicação, Escola de Comunicação da UFRJ; Especialização em Psicoterapia Infanto-Juvenil, no IPUB; Terapeuta de Família; Facilitadora de Processos Coletivos; Diretora do Multiversa. Meu caminho pela Terapia de Família começa no ano de 1986, quando me aproximei do pensamento sistêmico através de um grupo de estudos com Gladis Brun e Anna Maria Hoette, para o qual fui convidada por Teresa Cristina Diniz, então companheira de consultório. Em 1987, fundamos o Instituto de Terapia de Família do Rio de Janeiro, onde além das três citadas tinha como sócias Lia Ganc, Rosana Rapizo e Isabela Queen. Até 2007 permaneci no ITF, como professora e supervisora. Neste percurso me deparei com bifurcações epistemológicas que foram organizando o meu pensamento teórico: em 1989 estive no CEFYP, numa imersão com Maria Rosa Glasserman e Adolfo Loketek; neste mesmo ano fui apresentada a dois personagens que foram marcantes na minha trajetória, Gianfranco Cecchin e Michael White; em 1991, no simpósio Nuevos Paradigmas, Cultura y Subjetividad, em Buenos Aires, tive a oportunidade de fazer uma oficina com Harry Goolishian, outro de meus “avatares” teóricos. A partir daí fui incluindo os autores mais alinhados ao construcionismo social – Gergen, Shotter - assim como os seus inspiradores, tais como Wittgenstein, Bakhtin, e outros. Entre 1994 e 2000 participei de projetos de formação em Terapia de Família no Instituto Noos (Campinas e Macaé). 1997 foi o ano da defesa da minha tese sobre a construção de narrativas de casais, a “Trama tecida a dois”. Desde 2003 participo da coordenação do curso de Facilitação Sistêmica de Processos Coletivos, que já está na sétima turma. Em 2006 essa equipe coordenou o Café Brasileiro, no VII Congresso de Terapia de Família, em São Paulo. Em 2004 fui professora convidada para um módulo do II curso de especialização em Terapia Familiar da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, da UEPA e desde 2005 sou professora convidada, primeiramente na ISBL e em seguida na Faculdade Teológica Sul Americana (Londrina), na Formação em Terapia de Casal e Família. Em 2007 fundei, com Rosana Rapizo, o Multiversa – Terapia de Família e Práticas Sistêmicas, que agora é parceiro do Instituto Noos na formação em Terapia de Família, cuja coordenação está sob a minha responsabilidade.