Calendário de Eventos - Anote na sua agenda!

ATF-RIO
ASSOCIAÇÃO DE TERAPIA DE FAMÍLIA DO RIO DE JANEIRO
Cynthia Ladvocat
Presidente - Gestão 2008-2010
Na Assembleia Geral Eleitoral de 29 de junho de 2008, 40 associados estiveram presentes e votaram SIM. Recebemos mais de 50 emails de apoio dos associados da ATF e inumeros votos de parabens... Leia mais

ATF-RIO

OS PIONEIROS DA ATF-RIO


Definição da Comissão de História da ABRATEF

Aqueles que já faziam parte do movimento de terapia familiar até a fundação da ABRATEF em 1993. Os que iniciaram associações ou cursos nos quais ainda não existia o movimento, de terapia familiar em Estados ou Cidades em que ainda não existia o movimento, mesmo que tenha sido após a fundação da ABRATEF.

Nota da ATF-RIO: Todo associado que se enquadrar nesta definição de PIONEIRO deve encaminhar sua história para secretaria da ATF. A relação abaixo segue a ordem cronológica dos textos recebidos.

PIONEIROS

Tania Luchi - toll@uol.com.br

Sócia Titular e membro da Diretoria da ATF-RIO (2002-2004)

Comecei a trabalhar com famílias em hospital psiquiátrico em 1977, fui para Paris e ao retornar iniciei minha supervisão com a Dra. Malvine Salcberg em 1979 e, logo depois com a Dra. Sheiva Campos Rocha, esposa do Dr. Lindenberg Rocha.
Em 1984 fui para Milão para fazer um curso no Centro Milanese de Terapia della Famiglia, com o Dr. Boscolo e Dr.Cecchin. Nessa ocasião fiz um workshop com a Dra. Palazzoli sobre "anorexia nervosa" na Universidade de Pavia, onde iniciei um contacto com a mesma que me permitiu passar um dia no Nuevo Centro Milanesi de Terapia della Famiglia onde ela só fazia pesquisa. Nessa ocasião assisti ao atendimento da Dra. Palazzoli, juntamente com a Dra. Giuliana Prata.
Ao retornar ao Brasil me senti muito isolada, já que trabalho em Petrópolis-RJ e, fui fazer o curso do Dr. Moises Groisman, no Núcleo-Pesquisas, em sua primeira turma, que se iniciou em 10/1987 e terminou em 06/1989. Apresentei monografia em 1990.
Em 1991 foi lançado o primeiro número da Revista Nova Perspectiva Sistêmica-RJ, em 1994 publiquei meu primeiro trabalho no número cinco da RNPS-06/1994:"Uma Perspectiva Sistêmica para a Terapia Familiar na Instituição", depois disso publiquei outros quatro trabalhos na referida revista, tendo sido o último publicado no número 21 da RNPS- 06/2003: "Ajustando o Foco:Adequando Conceitos e Técnicas no Trabalho com Famílias Pobres".
Em 03/2001 iniciei no que penso ser o primeiro curso de especialização em trabalho social com famílias do RJ, na Associação Brasileira Terra dos Homens- ABTH-RJ, em sua primeira turma do curso "Trabalho Social com Famílias no Abordagem Sistêmica" que foi concluído em 06/2002.
Sou membro Titular da Associação de Terapia de Família do Rio de Janeiro.
Assim venho trabalhando com famílias e casais desde 1977 até a presente data. Espero que estas informações possa auxiliar na reconstituição da história da ATF-RIO
.

Cynthia Ladvocat - cyladvocat@imagelink.com.br

Membro Docente da Sociedade Psicanalítica do RJ; Membro da European Family Therapy Association; Mestre em Psicologia e Presidente da ATF-RIO (2002-2004)

Sempre estive voltada para as questões da família. Nos estágios em clínica infantil, atendia somente a criança e não concordava em excluir os pais do processo. No Brasil, na década de 70, o referencial teórico-técnico aplicado era o psicanalítico. Os conhecimentos na área da família vinham do exterior e eram limitados. No início da prática, eu buscava integrar a Psicanálise a outras teorias que me ajudassem no trabalho com casais e famílias. Ao concluir a graduação na PUC-Rio em 1976, cursava a especialização em terapia do comportamento, que foi durante 6 anos uma rica experiência com crianças com necessidades especiais. Fundei em 1981 o GRUPSI – Terapêutica e Estudo da Criança e da Família, que funcionou até 1989 com estágio, estudo e atendimento supervisionado.
Busquei em 1982, na Sociedade de Psicoterapia de Grupo, a formação sobre Grupos Analíticos, Operativos e Familiares e tive como supervisores os PIONEIROS da primeira geração em Terapia Familiar. No CEFAC, de 1985 a 1989, sob a coordenação de Lucia Ripper, iniciei a Especialização em Terapia de Família (800 horas) com atendimento em sala de espelho e supervisão ao vivo, um recurso inédito na época. Tive a oportunidade de ser supervisionada por professores convidados, entre eles Maurizio Andolfi. Coordenei, de 1986 a 2000, o GRUPO DE SUPERVISÃO com enfoque na dinâmica familiar com supervisionandos, muitos que hoje são sócios da ATF-RIO.
Em 1987 iniciei formação na Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro, onde o estudo sobre inconsciente, os sonhos e o vínculo terapêutico, muito contribuiu para a compreensão do mundo intrapsíquico. Com as minhas atenções voltadas para o interpessoal, me encantei com as teorias de Winnicott, que não via o bebê a não ser na relação com sua mãe. Em 1990 participei do trabalho de orientação psicanalítica e sistêmica no COJ do Instituto Fernandes Figueira, onde pude comprovar que abordagens diferentes ampliam as possibilidades terapêuticas. Concluí a formação psicanalítica em um estágio de 500 horas no Instituto de Psiquiatria da UFRJ. Junto ao paciente psiquiátrico eu pesquisava, através do genograma, a história da patologia na relação familiar.
No Instituto Mosaico em 1992 participei da formação de 4 turmas de Especialização em Família e permaneci na equipe até 1998. Para contemplar meus conhecimentos sobre todas as faixas do ciclo vital, iniciei na UFF a Especialização em Gerontologia e Geriatria Interdisciplinar, onde passei a ministrar seminários sobre o idoso e a família. Em 1995 fiz o Practicum na Accademia di Psicoterapia della Famiglia, com um intenso trabalho sobre minha família de origem. Retornei a Roma nos dois anos seguintes e levei 2 grupos para conhecerem a técnica de Andolfi. Em 1996, a convite de Mony Elkaïm, fui para Londres e me filiei à European Family Therapy Association – EFTA. Através de meu trabalho com adoção, busquei em 1997 a Associação Brasileira Terra dos Homens. Supervisiono os atendimentos da equipe nos diversos projetos e coordeno o Grupo de Reflexão sobre Adoção. A Terra dos Homens hoje capacita profissionais na Abordagem Sistêmica em todo o país e inicia a 4a turma no Trabalho Social com Famílias. Na área de proteção à infância e adolescência, desenvolvo a competência do profissional frente ao direito da criança à convivência com uma família – biológica ou adotiva. Minha tese do Mestrado na PUC-Rio sobre Mitos e Segredos sobre a Origem da Criança na Família Adotiva foi publicada.
Na ATF-RIO participei da Comissão Organizadora do III Congresso Brasileiro de Terapia Familiar, exerci as funções de Diretora de Comunicação, Vice Presidente, Presidente e faço parte da Comissão de Formação do CDC da Abratef. Ministro cursos e palestras em várias regiões do Brasil e presto consultoria à imprensa escrita e falada sobre temas diversos. Neste ano de 2004, como membro efetivo e docente do Conselho Diretor da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro, divulgo a área de Família em supervisões, seminários, grupos de estudo e jornadas. De certa forma, introduzi colegas psicanalistas ao pensamento sistêmico, principalmente como presidente da ATF-RIO, cujos eventos científicos acontecem no auditório da própria SPRJ. Não me sinto exatamente como uma pioneira. Identifico-me como uma terapeuta de família de segunda geração, formada por pioneiros. Continuo, depois de quase 30 anos, na minha vocação de agregar meus alunos, supervisionandos, colegas e amigos ao movimento de terapia de família.

Cynthia Lira - cynthia@biohard.com.br

ACSW, Psicóloga, Sócia Titular da ATF-RIO

Meu caminho até a TF :
Meu primeiro contato com a Terapia Familiar foi durante um curso de mestrado na Columbia University em NY, EUA em 1986. Logo após o mestrado fui trabalhar numa Instituição que atendia a população de baixa renda que estava implementando uma mudança de paradigma do tratamento individual dos meninos para o tratamento familiar. Neste contexto fiz minha primeira especialização num curso de 3 anos com supervisão e trabalho em sala de espelho.
Minha história enquanto terapeuta familiar:
Quando cheguei no Brasil a TF era pouco conhecida do público em geral como demanda e a teoria sistêmica pouco difundida dentro da psicologia. Fiz um curso de formação/especialização (Núcleo -Pesquisas) onde atendíamos famílias em equipe. Participei da organização do 1o congresso simpósio de TF do RJ em 1991 (?). O paradigma sistêmico é fundamental no meu trabalho e está presente esteja eu atendendo um indivíduo sozinho ou o grupo familiar.
Em 1995 fui morar em Buenois Aires onde participei de um grupo de estudos com Cristina Ravazola por 3 anos focalizando os temas de gênero e violência na família. Durante este período trabalhei num orfanato com meninas oriundas de sistemas familiares disfuncionais.
Voltei ao Brasil em 1998 e desde então trabalho no meu consultório particular atendendo famílias e indivíduos através do ciclo vital.

Laurice Levy - lorice@cybernet.com.br

Psicóloga, Terapeuta de Família e de casal e Supervisora pela Núcleo-Pesquisas, Psicanalista, Mestre em Psicologia Clinica PUC/RJ, Psicodramatista docente e didata do DELPHOS pela FEBRAP (Federação Brasileira de Psicodrama), Membro docente dos Cursos de Formação em Terapia de Família e Psicodrama do Delphos Espaço-Psico-Social. Autora do livro "Integrando diferenças - possíveis caminhos da vivência terapêutica, co-autora do livro "Além do Paraiso - Perdas e Transformações na Família", e co-autora do livro "Laços Amorosos" a ser lançado em maio de 2004. Organizadora do ANAIS do III Congresso Brasileiro de Terapia Familiar e da Revista do V Encontro de Formadores da ABRATEF. Membro titular da ATF-RIO , membro do Conselho Fiscal da ATF-RIO, membro suplente no CDC e membro da Comissão de Pesquisa do CDC da ABRATEF

Me formei em 1978 quando era essencialmente psicanalista e terapeuta de crianças. Trabalhava com ludoterapia de orientação kleiniana. com leituras de Anna Freud que de certa forma não culpabilizava tanto os pais. Entretanto, fui sentindo cada vez mais frustração de ver os pais boicotarem o tratamento toda vez que a criança melhorava. Por outro lado, me incomodavam muito as recomendações dos supervisores dizendo que eu não deveria "dar ouvidos" às mães. Diziam, quase sempre, que elas queriam controlar a terapia. Os pais não poderiam interferir na terapia e deveriam ficar absolutamente "fora" do atendimento da criança. O máximo que se permitia, talvez até mesmo pela insistência das mães que se recusavam a permanecer nesse lugar, com toda razão, era mandá-las para um "acompanhamento de pais" ou "orientação de pais". Esse era o nome e acredito que até hoje alguns psicanalistas de crianças ainda utilizam essa forma de atendimento.
Com o tempo e a experiência, fui tendo certeza que aquela forma não se adequava ao que eu pensava de FAMÍLIA. Em 1983, comecei meu Mestrado em Psicologia Clínica na PUC/RJ, com orientação do Dr. Carlos Paes e Barros, ícone da teoria psicanalítica, mas continuava sofrendo com os atendimentos de crianças feitos da forma acima citada. Nesse mesmo ano, no Mestrado, tomei contato com a professora Terezinha Feres Carneiro, dos textos de Bateson e outros terapeutas familiares.
Foi quando em Setembro de 1985 fiquei sabendo que o Dr. Moisés Groisman, recém-chegado do exterior onde tinha ido estudar Terapia de Família, iria começar o seu primeiro curso de Terapia de Família na Núcleo-Pesquisas. Comecei portanto, minha formação no ano de 1985. A partir daí dificilmente aceitava atender crianças sozinhas, tendo tido supervisões com Anna Maria Hoetche e Moisés Groisman. Continuei estudando, escrevendo , apresentando e ensinando a teoria, prática e técnica familiar até hoje.
Fiz todos os cursos da Núcleo-Pesquisas, mais de 7 anos, até a sua Formação de Supervisores, função que desempenhei, durante vários anos, na própria Núcleo. Atuei e atuo como Professora-Supervisora no Curso de Terapia de Familia do Delphos Espaço Psico-Social, desde o seu início em 1998. Escrevi trabalhos sobre Terapia de Família e casais nos livros abaixos:
1) Integrando Diferenças - Possíveis Caminhos da Vivência Terapeutica. Editora Ágora, 2000, como autora
2) Além do Paraíso - Perdas e Transformações na Família. Organizado por Moisés Groisman. Núcleo-Pesquisas. Como co-autora, em 2003.
3) Laços Amorosos - Organizado por Maria Amália Vitale. Editora Ágora, como co-autora. A ser lançado em maio de 2004.
Tenho apresentado trabalhos e sido convidada em Congressos, Simpósios e Jornadas de Terapia de Família no Rio de Janeiro e no Brasil. Além disso tenho escrito em Anais, Revistas especializadas e Boletim da ATF-RIO.
A partir da Fundação da ABRATEF, tenho estado presente em todas as diretorias da ATF/RJ, e faço parte do CDC, como suplente, tendo sido indicada como titular para a próxima gestão do CDC, em 2004. Hoje faço parte também da Comissão de Pesquisa da ABRATEF. Estou realizando no momento, individualmente uma pesquisa sobre conjugalidade.
FUNÇÕES DESENVOLVIDAS na ATF-RIO e na ABRATEF
Durante o III Congresso Brasileiro de Terapia Familiar, em 1998. fui membro da Comissão Científica e trabalhei diretamente com a confecção dos ANAIS daquele Congresso. Na gestão de Berenice fui Diretora-Adjunta. Na gestão da Maria Cecilia Baptista fui Diretora de Comunicação, Divulgação e Publicação, quando era responsável pelo Boletim e participei ativamente do V Encontro de Formadores, realizado pela ABRATEF e pela ATF-RIO. quando fui responsável pela Revista do Encontro dos Formadores, ocorrido em Angra dos Reis no ano de 2002. Finalmente, nesta gestão da Cynthia Ladvocat sou membro do Conselho Fiscal.

Gilda Maria D´Orsi Archer - cefairj@terra.com.br

Psicóloga, Pedagoga, Terapeuta de Família e Casal; Diretora do CEFAI – Centro de Estudos da Família, Adolescência e Infância – RJ; Membro da Equipe Docente do Curso de Formação em Terapia Relacional Sistêmica no CEFAI.; Sócia Titular-Fundador da ATF-RIO.

Histórico da minha trajetória na Terapia de Família. Sempre trabalhei com crianças em Escolas e outras comunidades, como professora de Arte/Educação.
A minha primeira formação foi em pedagogia e outros cursos especializados em arte com crianças.
Procurei a formação em psicologia motivada pela minha experiência com crianças e adolescentes. Depois de alguns anos trabalhando na clínica senti necessidade de ampliar a minha visão sobre as questões que os pais traziam de seus filhos que apresentavam problemas.
Através do conhecimento com Tereza Cristina Diniz, iniciei minha formação em Terapia Familiar Sistêmica em 1987 no Instituto de Terapia de Família.
Fui aprimorando a minha formação em cursos, seminários e apresentação de trabalhos em Congressos.
Em 1991 fundamos o CEFAI – e construímos um trabalho em Equipe Terapêutica. Adolfo Loketek e Maria Rosa Glasserman do CEFYP de Buenos Aires tiveram grande influência no nosso trabalho.
Em 1991 participei do “Encuentro Interdisciplinário Internacional”- em Buenos Aires – “Nuevos Paradigmas, Cultura y Subjetividade”. Este encontro foi muito importante na minha formação.
Em Fevereiro de 1999 estive em Roma com Carmine Saccu, em um trabalho de self do terapeuta.
Em Julho de 2001 participei do Curso de Terapia Familiar Sistêmica com Marcelo Pakman, Cecchin, Janine Roberts e Carlos Sluzki em Massachusets nos E.U.A.
Continuo participando de grupos de Reflexão no Instituto de Terapia de Família com Gladis Brum.
No CEFAI estamos sempre nos atualizando tanto na organização de cursos e seminários como também no convite de outros profissionais, de dentro e de fora do Brasil, inseridos no paradigma sistêmico.
Resumidamente esta tem sido a minha trajetória.

Miriam Schenker - schenkerbrasil@hotmail.com

Psicóloga, Terapeuta de Família, Casal e de Indivíduos; Doutoranda da Pós-Graduação em Saúde da Criança e da Mulher do Instituto Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz – IFF/FIOCRUZ.
Sócio Titular e membro da Diretoria da ATF-RIO (2002-2004)

O meu percurso inicia-se com a descoberta da teoria e prática sistêmica à época do meu Mestrado na Universidade de Brasília – UnB, na década de oitenta. Viajei para os EUA onde fiz curso de extensão com Jay Haley e Chloé Madanes, participei de conferências com Salvador Minuchin, Carl Whitaker e, retornando ao Rio de Janeiro em 1986, continuei a minha formação por mais 3 anos sob a orientação de Lúcia Ripper no CEFAC – Centro de Estudos de Família e Casal.
A partir dessa Formação, iniciei a minha participação em diversos workshops relacionados a questões pessoais e profissionais do terapeuta de família, por aproximadamente uma década, com Maurizio Andolfi na Itália.
Nesse ínterim, iniciei o meu trabalho como terapeuta de família de famílias com problemas de adicção no Nepad/Uerj – Núcleo de Estudos e Pesquisa em Atenção ao Uso de Drogas da Universidade do Estado do RJ. Através do Nepad, dou inúmeros cursos relacionados à Família e Uso indevido e/ou abusivo de Drogas sob a ótica sistêmica. Deles saem algumas pessoas interessadas em formar-se como terapeuta de família sistêmico.
Ainda no Nepad, dou supervisão às estagiárias e às terapeutas de família do Setor de Família.
Na década de 90, dei aulas por 4 anos com o intuito de formar pessoas no pensamento e na terapia de família sistêmicos. Aliás, desde que descobri o paradigma sistêmico que tenho como premissa ser uma multiplicadora de seus pressupostos básicos.
Além das atividades formadoras, tenho artigos e capítulos de livros publicados sobre a intercessão entre os assuntos: Prevenção, Tratamento, Adolescência, Família, Escola, Comunidade, Uso indevido e/ou abusivo de Drogas sob a ótica sistêmica. Minha produção acadêmica a partir do doutorado tem sido bastante criativa na medida que minhas publicações são compartilhadas entre colegas, estagiários e alunos.
Minha contribuição também se dá como membro da Comissão Científica da ATF-RJ desde 1998, co-participando na elaboração de eventos científicos que têm logrado êxito através das diversas Diretorias da Instituição.

M.Cecilia V.D. Baptista - mbaptis@uol.com.br

Sócio Titular e membro da Diretoria da ATF-RIO (2002-2004)

Formei-me como Psicóloga na PUC- SEDES/SP em 1972 e já tinha muito interesse em trabalho com grupos. Por ter como professores os pioneiros do Psicodrama no Brasil, após a conclusão do curso de graduação , iniciei uma Pós graduação em Psicologia Social ( PUC/SP- 1974) e em seguida Curso de Especialização em Psicodrama(IBP/SP- 1975). Na formação de psicodramatista entre as diversas possibilidades de atuação profissional temos a do Sociodramatista de Casal e Família.
Dentro dessa abordagem psicoterápica aprendemos como trabalhar com o grupo natural família, visto que J. L. Moreno, criador do psicodrama, apresenta em seus livros os primeiros protocólos de atendimentos à casais, datado de 1929. A partir desta especialização no final da década de 70 comecei a participar, em Unidade Funcional, de atendimentos à famílias e casais através da abordagem psicodramática, aperfeiçoando-me em grupo de estudos e supervisão com os textos de Jay Haley. Passei a dar aulas em cursos de especialização na formaçào de psicodramatistas no módulo de Psicodrama de Casal e Família
Em 1984 mudei-me para Recife e formei um centro de especialização em psicodrama e clínica de psicoterapia, onde atendia grupos, casais e família, na abordagem psicodramática.
Em 1987 ao mudar-me para o Rio de Janeiro dei continuidade na minha carreira de formadora e psicoterapeuta psicodramática, ampliando minha prática clínicanos atendimentos com casais e famílias. Em 1990 fui morar nos Estados Unidos e tive um contato maior, através de workshops, com a escola de terapia familiar estruturalista. Em 1991 inicio minha especialização em terapia de família e casal na abordagem sistemica relacional, no SEFAM/ SP, onde conclui este curso, para enriquecer mais minha prática profissional. Busquei ao longo destes anos aprimorar cada vez mais meu trabalho, buscando diversas abordagens que pudessem contribuir com referenciais teórico-prático para o atendimento das famílias, desta forma fiz também especialização em Terapia Ericksoniana; aperfeiçoamentos na escola de Roma com Andolfi, escola estrutural com Minucchi, no construtivismo com Anderson, Sluski, Cechin, Boscolli e outros.
Em 1993, de volta ao Rio de Janeiro, fundei o Delphos Espaço Psico Social que tem entre seus propositos especializar profissonais na prática psicodramática e na terapia de casal e família. Este curso, no Delphos, iniciou-se com um grupo de estudos que posteriormente foi estruturado e, em 1998, foi formatado como curso de especialização de 360hs. Passei então a coordena-lo e fazer parte da equipe técnica como professora supervisora. O Delphos foi convidada para participar da formação da ABRATEF e da construção de seus estatutos, mas por estarmos montando nossos cursos e com energia canalizada para nossa estrutura interna não pudemos colaborar nesta primeira etapa.
Tenho participado intensamente com apresentação de trabalhos científicos desde o primeiro congresso brasileiro de terapia familiar e na organização de alguns deles. Participo desde o inicio da ATF-RJ tendo assumido cargos na diretoria, sendo presidente no bienio 2000/2002, hoje participando da Comissão Científica. Faço parte do CDC há duas gestões da ABRATEF. Dentro do movimento psicodramático participei e participo da gestão da Diretoria Executiva da FEBRAP e nos Congressos Brasileiros e Internacionais de Psicodrama onde tenho apresentado trabalhos científicos e participado de mesas redondas sobre a Terapia de Casal e Família.
Percebo que este percurso permitiu que eu fosse construindo uma integração entre essas abordagens dando um embasamento teórico a minha prática clínica. Espero que este relato pessoal possa contribuir para a montagem da história da terapia de família no Brasil.

Therezinha Féres-Carneiro - teferca@psi.puc-rio.br

Sócia Titular

Meu interesse pela teoria e pela clínica de família e casal surgiu nos últimos anos da Graduação em Psicologia realizada na PUC-Rio, onde pude participar, a partir de 1970, dos cursos de extensão em Arte-Diagnóstico Familiar ministrados pela Dra. Hanna Kwiatikowska, professora da George Washington University. Através de um convênio estabelecido entre a PUC-Rio e a George Washington University, a Dra. Kwiatikowska vinha ao Brasil, uma vez por ano, dar formação em diagnóstico familiar e tive o privilégio de participar de vários dos seus cursos.
Em 1973, a partir da experiência adquirida na formação em avaliação familiar, constituí uma parceria com a professora Lucia Ripper, recém-chegada de Palo Alto, onde havia concluído no Mental Research Institute sua formação em Terapia Familiar, para a criação de uma equipe de atendimento à comunidade e de formação de estagiários em diagnóstico e terapia familiar, no Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) do Departamento de Psicologia da PUC-Rio. No SPA, participei da formação em terapia familiar de várias turmas de Graduação em Psicologia.
Ao longo do meu Curso de Mestrado, concluído na PUC-Rio em 1975, construí, sob a orientação da professora Lucia Ripper, o primeiro método brasileiro de diagnóstico familiar- a Entrevista Familiar Estruturada (EFE). A EFE foi posteriormente validada no estudo realizado como tese de Doutorado, defendida na PUC-SP em 1981.
Em 1980, participei, juntamente com seis colegas, da criação da primeira instituição de formação em terapia familiar no Rio de Janeiro, o CEFAC- Centro de Estudos de Família e Casal, dirigido à época por Lucia Ripper, Gladys Brun e Ana Maria Hoette. Permaneci no CEFAC até 1985.
Nos últimos trinta e dois anos, venho-me dedicando ao atendimento clínico de famílias e casais, procurando articular a teoria, a clínica e a pesquisa, em busca de uma prática cada vez mais contextualizada socialmente. Orientei, desde 1975, no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica da PUC-Rio, dezenas de dissertações de mestrado e de teses de doutorado sobre família e casal e sobre avaliação e terapia familiar e de casal, tendo participado de uma centena de bancas de dissertação e de tese na mesma área, em diversas instituições do país.
Desde o Primeiro Encontro de Terapia Familiar, realizado em São Paulo em 1982 (?), venho participando de diferentes eventos científicos da área no Brasil e no exterior, onde tenho apresentado os resultados das diferentes pesquisas desenvolvidas. Publiquei cinco livros e dezenas de artigos em periódicos científicos nacionais e internacionais sobre temas relacionados à família e à terapia familiar e de casal.

Lia Ganc - liaganc@uol.com.br
Sócio Titular da ATF-RJ

1977-1978 - Participação da 1a. Turma de Especialização de Pós Graduação Latum-Sensu em Terapia de Família - IPUB/ UFRJ , coordenação : Luis Fernando Melo Campos e Anna Maria Hoette
1978-1980 - Participação da Equipe do INFA - Instituto da Família , coordenação de Lindemberg Nunes Rocha
1981 até a presente data - Psicóloga do SETOR DE FAMÍLIA e do PROJAD -Programa de Atendimento a Usuários de Álcool e Outras Drogas .IPUB /UFRJ
1987 -2004 - Fundadora e Membro do Conselho Diretor do ITF- RJ - Intituto de Terapia de Família
1998 - Defesa do título de Mestre em Comunicação e Cultura - ECO /UFRJ da pesquisa : Voz e Silêncio: A comunicação da 1a. e 2a. Geração das Famílias Sobreviventes da 2a. Guerra Mundial.
Membro da AFTA ( American Family Therapy Academy )
Participação em Pesquisas e Projetos -Pilotos:
1978 - 1981 : Pesquisa: Terapia de Família: Um Estudo Sobre Famílias Neuróticas e Psicóticas . IPUB/ UFRJ
1985 -1991 : O Älcool e a Família : Uma Propsta Alternativa para Tratamento de Pacientes Alcoólatras - IPUB/ UFRJ
1997 - 1999: Coordenação do Núcleo de Estudos eFormação em Atendimentos de Situações de Pós Trauma - ITF - RJ
1999 - 2001 : Coordenação do Projeto Piloto a Atendimentos a Adolescentes Grávidas e seus Familiares - Hospital GaFFrée Guinle / RJ
2001-2002 : Pesquisadora Assistente do Projeto : Padrões de Consumo de Álcool : Um Estudo Transversal numa População da Periferia da Cidade do Rio de Janeiro. IPUB / ICAP ( International Center of Alchol Policy )
1980 - 2004 - Atendimento a famílias e casais em consultório particular
Breve Histórico
Desde o fim de minha graduação na PUC - RJ me interessei por Terapia de Família porque me fascinou a idéia de trabalhar Relações nas Famílias com a Doença Mental presente e mais a importância dada a idéia de Contexto Social e Interpessoal proveniente do movimento da Anti Psiquiatria da década de 60 /70. Fez um enorme sentido que Doença Mental pudesse estar relacionada ao contexto das relações de intimidade do indivíduo. Hoje vejo que as bases neuro fisiológicas dos indivíduos também marcam uma diferença.
Trabalhar com Famílias no meu entender depende da crença que Família possui um valor como formador da personalidade do indivíduo e que portanto deve existir como força no que diz respeito as relações interpessoais na vida dos indivíduos.
Lúcia Ferrara - lferrara@iis.com.br

Psicóloga e Terapeuta de Família- ATF/RJ

A minha formação se inicia na Puc de Belo Horizonte- MG, com a minha graduação em psicologia no ano de 1975.
O meu trabalho como terapeuta começa com o uso da arte terapia para psicóticos numa clínica com psicólogos e psiquiatras. Nosso modelo tinha como ponto de partida a "Casa das Palmeiras" , onde fiz um estágio com a Dra Nise da Silveira.
Logo depois, inicio em 1979, uma especialização no Instituto de Psicanálise onde permaneço até 1982, quando iniciei um curso em filosofia.
Nesta ocasião havia um movimento de Terapia Existencialista em BH. Me juntei, então, com o Grupo de Estudos de Terapia Existencialista. Aí tive meu primeiro contato com a Terapia de Família.
Em 1984 participo da primeira turma do curso sobre Pensamento Sistêmico com Zélia Nascimento, psicóloga e pioneira na Terapia de Família em Belo Horizonte. Paralela a esta formação inicio também uma formação em Terapia de base Bioenergética onde começo a integrar os conceitos psicodinâmicos com os conceitos sistêmicos. Meu trabalho em consultório como terapeuta de família e casal já era uma realidade.
De 1991 a 1993 fiz formação no Sefam com Fiorângela Desidério, em São Paulo. Aí conheço o Delphos através de Maria Cecília Veluk Dias Baptista. Como eu já estava morando no Rio de janeiro,iniciamos um grupo de estudos de casos de familia semanal. Este grupo de estudos acabou se transformando num curso de formação de Terapia de família e Casal em 1998 com a participação de Laurice Levy e Martha Villar.
A minha participação mais intensa no movimento de Terapia de Família se dá a partir da minha atuação como diretora adjunta da ATF-RJ nos biênios 2000/2002 e 2002/2004.

Berenice Fialho Moreira - berenice.fialho@terra.com.br

Psicóloga, Mestre em Psicologia pela Fundação Getúlio Vargas, Diretora do Centro de Estudos da Família, Adolescência e Infância, CEFAI-RJ; Membro da Equipe Docente do Curso de Formação do CEFAI; Membro Titular Fundador da ATF-RJ; Presidente da ATF-RJ – 1998-2000; co-autora dos livros: “A Arte de Viver em Família”, Ed. Vozes e “Papai, Mamãe, você ... e eu”, Ed. Casa do Psicólogo.

Iniciei meus estudos de Psicologia da UFRJ, em época de intensa militância estudantil, quando fui punida pelo Ato Institucional nº 5 (decreto 477), o que me levou para o Chile em 1972, e depois para a França, em 1974. No Chile ingressei no curso de Psicologia da Universidade do Chile e na França fiz estágio na Clínica de la Borde, sob a coordenação de Felix Guattari. Voltando ao Brasil, terminei meu curso regular, e fui bolsista do CNPq (Iniciação Científica e depois de Aperfeiçoamento Científico) no Instituto de Psiquiatria – IPUB, sob a orientação de José Octávio de Freitas Júnior.
Fiz Mestrado de Psicologia na Fundação Getúlio Vargas na área de Psicologia do Desenvolvimento, estudando o envelhecimento, ao mesmo tempo que construía uma prática clínica em consultório particular. As questões clínicas que fui enfrentando, especialmente no atendimento de crianças e adolescentes e suas famílias, me fizeram buscar uma outra formação que me possibilitasse articular o individual e o relacional.
Em 1987, entro em contato com a Terapia Familiar através do grupo de estudos coordenado por Gladis Brun e Anna Maria Hoette, passando para o Instituto de Terapia de Família, onde termino o curso de formação, em 1991. Em 1989, fiz o primeiro estágio no CEFYP, com Maria Rosa Glasserman e Adolfo Loketek, o que viria a se repetir em outras ocasiões.
A visão relacional sistêmica abriu a perspectiva de trabalhar em equipe e, em 1991, fundamos o Centro de Estudos da Família, Adolescência e Infância – CEFAI. Contamos com a colaboração de Adolfo Loketek e Maria Rosa Glasserman neste empreendimento. Neste mesmo ano, fui fazer o curso de verão em Berkshires, Massachussets, sob a coordenação de Carlos Sluzki, quando entrei em contato com Marcelo Packman, G. Cecchin e Celia Falicov.
Realizações regulares no CEFAI de cursos e workshops sobre terapia familiar, levou-nos a iniciar, em 1998, o Curso de Formação em Terapia Relacional Sistêmica.
No decorrer de todo este período, continuamos a manter um trabalho constante de articulação entre profissionais de Terapia de Família, nacionais e internacionais, como parte do trabalho de formação da equipe do CEFAI e dos seus alunos. Em 1999, toda a equipe vai a Escuela Romana di Terapia Famigliare, em Roma, fazer um trabalho com Carmine Saccu sobre o self do terapeuta, assistir atendimentos de família, supervisão de casos e conversar sobre o curso de formação.
Em cursos no Rio de Janeiro, São Paulo, em congressos nacionais e internacionais, pude entrar em contato com outros terapeutas como Salvador Minuchin, Emma Genijovich, Mony Elkäin, P. Penn, Tom Anderson, Monica McGoldrich, Florence Kaslow, Lynn Hoffmann, Maurizio Andolfi, Paul Watzlawick, Mara Silvini Palazzoli, permitindo uma atualização constante dos temas relacionais à abordagem sistêmica e as diferentes maneiras de pensar e atuar nos diferentes campos.
Colaborei com o movimento que levou à fundação da Associação de Terapia de Família – Rio de Janeiro, ATF-RJ, sendo sua presidente no biênio 1998-2000, bem como da fundação e organização da ABRATEF, sendo presidente da Comissão Científica do II Congresso Brasileiro de Terapia Familiar, realizado no Rio de Janeiro em 1998.
Atualmente participo da Comissão Científica da ATF-RJ e do Conselho Deliberativo Científico da ABRATEF.

Miriam Felzenszwalb - fezen@bighost.com.br

Sócia Titular

Em 1981 fui para os EUA para fazer o meu mestrado em Social Work, na SAN JOSE STATE SNIVERSITY, CALIFORNIA. Um dos estágios do curso era numa escola que trabalhava com as famílias das crianças internas no programa. No ultimo ano do mestrado, 1983 comecei, paralelamente, um curso de Especialização em Terapia de Família, que terminei em 1984, quando voltei ao Brasil. Desde então venho trabalhando com famílias.
Em 1987 fui para a França, onde fiquei até 1992. Neste período trabalhei , em ritmo de estágio na Clinique Dupré, com famílias de adolescentes internos e no Hospital Psiquiátrico Paul Brousse, com famílias de pacientes psiquiátricos.
Em 1993 depois de um ano de volta ao Brasil, ingressei no Instituto Mosaico onde venho, desde então integrando a equipe de formação do curso de Especialização em Família que abriu este ano sua 11a. turma. O Mosaico é também meu local de prática clínica com casais, famílias, adultos e adolescentes.
Em 2003 concluí meu doutorado em Saúde Coletiva com a tese: " OS EFEITOS DA EXCLUSÃO DO PAI NO DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE E NA DINÂMICA FAMILIAR".

Alexandre Lins Keusen - keusen@embratel.net.br

Médico, formado pela UNIRIO (1980), Residência Médica no Instituto de Psiquiatria da UFRJ (1981/82). Mestrado (1990), Doutorado (1995) pela UFRJ. Professor Assistente da Faculdade de Medicina da Universidade Gama Filho, desde 1987. Diretor do Centro Psiquiatrico Rio de Janeiro, desde 1999.

Através dos textos de David Cooper e Ronald Laing tive minha atenção ainda durante o curso de Medicina despertada para a questão das relações familiares e os transtornos mentais e sociedade. Estagiando no Manicômio Judiciário Henrique Roxo no final da década de 70, onde ocorria um dos primeiros projetos de Comunidade Terapêutica no Sistema Judiciário aprendi técnicas de intervenção grupal, e o contato que tive com Franco Basaglia, quando de sua visita a instituição e sua palestra me revelaram, de fato, um movimento que compreendia o tratamento dos transtornos mentais em novas bases, não exclusivamente dedicadas ao estudo da psicopatologia e dos psicofarmacos.
Durante a Residência Médica no Instituto de Psiquiatria da UFRJ entrei em contato com o Setor de Terapia de Família, e através da Lia Ganc e comecei a trabalhar minha clientela em parceria com o Serviço, especialmente no tratamento da psicose. Um outro profissional com quem atuei em conjunto no atendimento aos meus pacientes foi Antônio Celso/
Em 1982 no VII Congresso Brasileiro de Psiquiatria apresentei o trabalho "A Influência da Emoção Expressada na Evolução da Esquizofrenia”. Tema desenvolvido durante a década que culminou com a defesa em 05/07/90 da Tese de Mestrado em Medicina (Área de Concentração: Psiquiatria), "A Influência da” Emoção Expressada “pelos Familiares na Evolução da Esquizofrenia. Revisão do Conceito”.
Convidado por Lia Ganc fiz o curso de Especialização em Terapia de Família no Instituto de Terapia de Família do Rio de Janeiro, onde pude estudar de forma mais sistematizada e abrangente o modelo sistêmico da Terapia de Família, especialmente a Teoria Construtivista.
Ao mesmo tempo, começei a desenvolver na Colônia Juliano Moreira (Rio de Janeiro), no Hospital Jurandir Manfredini o Programa de Intervenção Psicoeducional para Familiares de Pacientes com Esquizofrenia, que atualmente vem sendo desenvolvido no Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro (CPRJ), já em sua quarta edição.
Junto com Lia Carvalho tentamos via Mosaico implantar na clínica privada este programa, apresentando aos médicos do nosso convívio.
Apresentei em vários Congressos Brasileiros de Terapia de Família (São Paulo, Gramado e Rio de Janeiro) trabalhos sobre o tema “Intervenção na Família na Psicose (em especial, na Esquizofrenia)”.
Atualmente sou diretor do Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro (CPRJ), um serviço com cinco anos de existência, avaliado em 2003 no Programa de Avaliação do Ministério da Saúde como o de melhor pontuação no Estado, e o terceiro no país (na categoria até 80 leitos).
O Centro atua no modelo da Reforma Psiquiátrica, e possui um serviço de emergência, enfermaria de crise, ambulatório e Hospital-Dia. Com o programa de Atenção a Pessoas com Transtorno Mental em Situação de Rua ganhou dois prêmios nacionais (III Conferencia Nacional de Saúde Mental e no Congresso Brasileiro de Psiquiatria de 2003).
Serviços desenvolvidos com a influência da Teoria Construtivista convidam o Grupo NOOS como supervisores do Hospital-Dia e da Coordenação em 1999/2000.
Minha tese de doutoramento (1995) sobre o processo da reforma psiquiátrica entende como novo espaço assistencial, pós-manicômio, o espaço comunitário, em sua essência o espaço familiar e suas redes. No modelo clínico proposto, que fundamenta as ações do CPRJ os serviços assistências devem dar suporte a este ambiente, que passa ser o centro das ações terapêuticas. A família vem sendo um foco na assistência em todos os setores do CPRJ.
Participei da organização da ATF-RJ, sendo seu primeiro tesoureiro, e venho participando de várias formas nas demais gestões.

Mônica Corrêa Meyer - monameyer@uol.com.br

Psicóloga, membro titular da ATF/RJ desde 2002, terapeuta de Família e casal pelo Instituto de Psiquiatria da UFRJ

O trabalho de acompanhamento terapêutico na residência de pessoas em crise psicótica, alternativa a internações psiquiátricas, foi o mote para minha busca pela formação em terapia de família. No início dos anos 80 as comunidades terapêuticas viviam o seu declínio, já tinham deixado como herança para os trabalhadores de saúde mental a importância do trabalho com as famílias , e o atendimento/acompanhamento de pessoas em crise psicótica começou a ser realizado nas residências, atividade que implicava contato direto de psicólogos e psiquiatras, alguns estudantes, no cotidiano da família. Nesta época Lúcia Ripper, professora da PUC, realizava encontros com terapeutas no CEFAC (Centro de estudos de Família e Casal) a fim de dividir a experiência que tinha tido com profissionais internacionais que vinham atuando com famílias: Salvador Minuchin, Maurizio Andolfi, etc. Durante 5 anos participei de um grupo de estudos sobre terapia de família, atendimentos em sala de espelho sob a supervisão de Lúcia e seminários com Maurízio Andolfi e Rosa Glasserman que vieram ao CEFAC .
No ano de 1988 iniciei a especialização em terapia de Família e Casal no IPUB/UFRJ a fim de “validar “ minha experiência com famílias nas instâncias públicas. E em 1991 passei no concurso para o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e tive a oportunidade de participar da implantação do Estatuto da Criança e do Adolescente; esta lei veio mudar o eixo das políticas de atendimento a crianças e adolescentes, trazendo a questão do trabalho com famílias para o foco das políticas de atendimento a crianças e adolescentes. E assim participei da implantação do Serviço de Orientação à família da 1ª Vara da Infância e Juventude, responsável pelo Programa Escola de Pais que atende famílias de baixa renda implicadas em processos de representação por maus tratos a seus filhos. Em 1998 reencontrei antigos companheiros de formação em Terapia d família que tinham fundado a ONG Instituto Noos que vem desenvolvendo projetos na área de violência intrafamiliar.

Paulo João Raad - instituto.mosaico@ig.com.br

Sócio Titular

Meu contato com a Terapia de Família começou em 1983, no Hospital Psiquiátrico de Malêvoz, na cidade de Monthey, Vallais, na Suiça, sob supervisão de Vladimir Beckarevich, psiquiatra e terapeuta de família e, em seguida, com o vice-diretor do hospital, Dr. Roberto Hengking, Psiquiatra, psicanalista e terapêuta de Família.
Em 1986 e 1987 fiz minha formação em Terapia de Família no "Centre d' Etudes sur la Famille"no Hospital Psiquiátrico de Cery da Universidade de Lausanne, Suiça, onde também havia feito meu curso de medicina.
Voltei para o Brasil em 1988 e desde 1992 faço parte da Equipe do Instiuto Mosaico onde realizamos um Curso de Especialização em Família, que iniciou em 2004 a sua XI turma anual de formação.

Moisés Groisman - núcleo.pesquisas@uol.com.br

Diretor Núcleo-Pesquisas

Considero-me um dos pioneiros da terapia familiar no Rio de Janeiro e no Brasil, já que fiz a minha formação no exterior (Itália) em 1983, na 2a Turma do " Practicum" , de Maurizio Andolfi, fundei a Núcleo-Pesquisas em 1985 (Agosto) e realizei e apresentei em 1986 o filme "Trama Familiar", prêmio de melhor roteiro na XV Jornada Latino-Americana de Cinema de Salvador (Junho, 1986), no Family Therapy Festival (Heiloo, Holanda, Agosto) e prêmio de melhor direção do Rio Cine-Festival (Setembro).
Além disso realizei 35 videos; publiquei quatro livros sobre terapia familiar neste período (1986-2003); criei o modelo sistêmico-vivencial de terapia familiar breve que já atendeu 220 familias e casais (1992-2003); e organizei 13 Simpósios e Encontros Regionais e Internacionais de Terapia Familiar Sistêmica (1991-2003), que acredito ajudaram a difundir e divulgar o movimento de terapia familiar no Rio de Janeiro, Brasil e no Exterior.

M.Helena L. Bartholo - mhbartholo@hbartholo.trix.net

Pedagoga, Psicopedagoa Clínica, Psicóloga e Terapeuta de Família.
Diretora do CEFAI – Centro de Estudos da Adolescência e Infância no Rio de Janeiro

Questões aos pioneiros
Meu caminho até a terapia de família foi através da minha prática com crianças adolescentes e jovens, primeiro em Escolas e na Universidade e depois em consultório como psicopedagoga clínica.
Interessavam-me as questões que as crianças/adolescentes/jovens apresentavam na aprendizagem e tentava correlacioná-las com as modalidades de aprendizagem de seus pais e mães. Quais os modelos que possuíam?
Fui buscar no paradigma sistêmico, recursos que me auxiliassem a pensar sobre estes temas e ampliassem minha atuação clínica.
Concluí minha formação em terapia de família no ITF.RJ em 1991.
No mesmo ano, juntamente com mais quatro colegas formávamos o Centro de Estudos da Família Adolescência e Infância (CEFAI). No início com um perfil clínico, atendíamos em Equipe, famílias com crianças/adolescentes. Hoje somos também uma Instituição que forma terapeutas de família.
Tenho estado desde a minha formação, envolvida e comprometida com a ampliação do meu saber profissional e pessoal. Participei de Congressos e Cursos de Terapia de Família no Brasil e no exterior, colaborando e trocando experiências como palestrante, como participante. Fui buscar aprofundamento junto a Carmine Saccu na sua Escola em Roma; estive nos EUA com Marcelo Pakman, nosso saudoso Gianfranco Cecchin, Janine Roberts e Carlos Sluzki; e por último com Maturana no seu Instituto no Chile.
Tive a oportunidade de escrever um artigo sobre Consultoria Clínica com mais cinco colegas, que está publicado na revista: Nova Perspectiva Sistêmica número 4; um capítulo em co-autoria no livro Papai, Mamãe, Você .. e Eu?, intitulado: “Uma criança face a duas culturas”.
Organizei um projeto, junto à clínica social do CEFAI, para atendimento às crianças/adolescentes que apresentam problemas na aprendizagem com suas famílias. Deste projeto nasce um livro por mim organizado de relatos de casos clínicos chamado: “Relatos do fazer Psicopedagógico”.
E quando houve o primeiro encontro para formação da ATF RJ, lá estava eu.

Teresa C. C. Diniz - tcdiniz@openlink.com.br

Sócia Titular

Quando me formei em Psicologia, aos 39 anos, já havia constituído família e um dos meus 4 filhos tinha se submetido, muitos anos antes, a uma psicoterapia individual (na época denominada ludo-terapia) da qual eu e meu marido participávamos através de sessões de acompanhamento com outra psicóloga. Não era permitido que falássemos com a terapeuta de nossa filha, o que gerava um incômodo diante da inflexibilidade de uma regra inquestionável. Acho que esta foi a origem de meu interesse por estudar famílias: se uma família era capaz de “adoecer” um de seus membros, deveria poder participar de um tratamento que a incluísse de uma forma menos alienante.
No último período da faculdade, cursei uma cadeira de Avaliação Familiar, ministrada pela Prof. Terezinha Feres Carneiro e tomei conhecimento de que havia profissionais que trabalhavam com famílias com um outro referencial teórico que não a Psicanálise. Passei a buscar uma formação em Terapia de Família e encontrei o curso de especialização lato-senso do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB) que concluí em 1984.
Nesse mesmo ano, constituímos, eu e mais 5 colegas, um grupo de estudos coordenado por Gladis Brun para dar continuidade a nossa formação. Em 1986, Gladis e Anna Maria Hoette, que coordenava um outro grupo de estudos no CEFAC, juntaram-se para dar início a um curso de especialização em Terapia de Família com enfoque sistêmico.
No início de 1987, Lia Ganc e eu fomos convidadas a dar aulas teóricas para a 2a. turma que estava se candidatando ao curso. Essas 2 turmas deram continuidade a sua formação no ITF – RJ, fundado em outubro de 1987.
Em 2004, iniciou-se a 28a. turma do ITF, que incorporou 8 ex-alunos a seu corpo docente.
Durante esses anos venho aprimorando minha prática clínica e estudos teóricos através do ensino, e da supervisão, de cursos independentes ministrados por outros profissionais brasileiros e estrangeiros, assim como de participações de congressos nacionais e internacionais.
Fui uma das fundadoras da ABRATEF e da ATF – RJ, a qual presidi em sua 1a. gestão. Fui a 2a. presidente da ABRATEF no período de 1986 – 1988 e, atualmente, integro o CDC da ABRATEF como uma das representantes da Regional do Rio de Janeiro.

Naiara G.Wiethaeuper - naiara@br.inter.ne
Psicóloga, Terapeuta de Família e Casal
Diretora do CEFAI-RJ


Meu interesse pela terapia de família iniciou-se com um encontro com Gladis Brun em 1985 onde encontrei na sua conversa uma resposta às minhas indagações quanto à terapia de crianças e adolescentes, durante meu curso de formação em psicanálise.
Estava na época preocupada com os sintomas da criança e a função deles na família. Terapia de criança e adolescente e a orientação dos pais, um modelo de trabalho dos psicólogos na época não era suficiente na dissolução do sintoma.A terapia de família vinha com novas possibilidades.
Iniciei minha formação em Terapia de Família em 1987 no ITF-RJ, concluindo em julho de 1991. Em julho de 1991 logo apos o curso realizei o Curso Intensivo sobre Terapia familiar Sistemica no Department of Psychiatry at Berkshire medical Centerand Family Center of Berkshire em Pittsfield.USA.com Carlos Sluzki, Pakman, Cecchin e Celia Falicov.
Em fevereiro de 1997 participação no Curso Intensivo em Terapia de Família ( Practicum ) na Accademia di Psicoterapia della Famiglia em Roma com Maurizio Andolfi.
Em 1999 Curso Intensivo em Terapia de Família na Scuola Romana di Terapia Famigliare com Carmine Saccu.
Na Scuola Romana já estive outras duas vezes trabalhando com Carmine e seus alunos por duas semanas em dezembro de 2000 e novembro de 2003.
Ao longo destes anos tenho participado de todos os 5 Congressos Brasileiros de Terapia de Familia apresentando trabalhos, coordenando mesas e plenáris, desde o 1º Encontro Brasileiro em Salvador em 1988.
Também tenho estado em Congressos Internacionais como os congressos promovidos pela European Family Therapy Association em Barcelona, outubro de 1997 e Budapest, junho de 2001 e dos congressos promovidos pela International Family Therapy Association da qual sou membro associado em Oslo, junho de 2000 e em Porto Alegre em novembro de 2001 e dos congressos Internacionais em Buenos Aires promovidos pela Associação Sistemica de Buenos Aires em abril de 1997 e pelo Cefyp-20 anos, em1999.
Em dezembro de 2000 participei como convidada do Convegno Internazionale " I Pionieri della Terapia Famigliare " em Roma.
Tambem ao longo destes anos participei de cursos com profissionais com Maurizio Andolfi, Mony Elkaïn, Saul Fuks, Maria Rosa Glasserman, Adolfo Loketek, Joel bergman, M.Duncan Stanton,Stefano Cirillo, Russel Haber Michele Scheinkman, Florence Kaslow, Lynn Hoffman, Marcelo Pakman, Gianfranco Cecchin, Peggy Papp, Cloe Madanes, Tom Andersen e outro.
Sou socia fundadora do CEFAI, onde tenho a função de Diretora desde o ano da sua fundação em 1991.
Lia Baptista Carvalho - liacarv@attglobal.net

Sócia Titular

Meu interesse em trabalhar com famílias vem desde a faculdade. Minha trajetória profissional foi posterior ao meu casamento em 1965 e a formação da minha família de 4 filhos, sendo o último natimorto.
Quando fui para a faculdade em 1977 compreender a dinâmica familiar já era de especial interesse para mim.
Após a minha formatura em 1983, muito influenciada pelo desejo de fazer formação psicanalítica e por exigência do currículo da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro, passei dois anos no Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro - IPUB, no setor de Família. A orientação teórica do curso incluía os enfoques psicanalítico e sistêmico. Já nesta época estava interessada em compreender a relação família/doença mental.
De 1984 a 1988 me dediquei à formação psicanalítica. Ao terminá-la, consciente do limites da Teoria Psicanalítica para a compreensão da dinâmica familiar, fui buscar uma formação complementar a já feita no IPUB. De 1989 a 1990 fiz o curso de Especialização em Terapia de Família no Instituto de Terapia de Família do Rio de Janeiro - ITF.
Durante o período em que estive estudando no ITF, junto com Gladis Brun e Carlos Eduardo Zuma, produzimos a revista Nova Perspectiva Sistêmica, publicação mantida até hoje, por este Instituto.
Durante umas férias de verão, em 1996, tive a oportunidade de fazer um estágio de 1 mês no Roberto Clemente Family Guidence Center - NY, Centro até hoje dirigido por Jaime Ínclan onde entrei em contato com os problemas de integração de culturas vividos pelas famílias hispano/americanas imigrantes.
Lá conheci como professora convidada, Ema Genijovitch, que naquela época trabalhava no Staff do Minuchin Center, com Salvador Minuchin.
Esta relação professora aluna se transformou em uma grande amizade e Ema tem sido até hoje, além de professora e supervisora do Modelo Estrutural, minha consultora no campo da Terapia Familiar.
Nestes anos todos de convivência não houve nenhuma vez em que estivesse em NY, que não participasse de alguma atividade do Centro, que com a aposentadoria de Salvador Minuchin, hoje se chama Family Studies e tem Ema como uma das Co-Directors.
Em 1992, movida pela necessidade de trabalhar em equipe fundei junto com Werner Zimmermann, Cynthia Ladvocat, Miriam Felzenszwalb e Paulo João Raad, O Mosaico - Instituto de Pesquisa em Sistemas Humanos, dedicado à formação de profissionais para trabalharem com famílias tendo o Modelo Estrutural como referência. Em 2004 iniciamos a XI turma do Curso.
Este ano, deixei de dar aula ficando apenas como membro colaborador.
Em 1998, tive a oportunidade de presidir o III Congresso Brasileiro de Terapia Familiar no Rio, trabalhando com uma equipe eficiente e coesa onde a hierarquia tinha como objetivo delimitar áreas de atuação e responsabilidades.
Em 1999, fiz uma palestra nas Nações Unidas onde apresentei um modelo de aplicação do pensamento sistêmico em uma ONG que desenvolve projetos em comunidades populares no Rio.
Em 2000, fui convidada a apresentar esta mesma palestra na AFTA.
Em 2004, passando por uma nova etapa de ciclo de vida coma chegada dos netos e a aposentadoria do marido, estou repensando a minha atuação no campo de Terapia Familiar, buscando novos desafios para novos tempos.

Rosana Rapizo - rrapizo@terra.com.br
Quando ainda estava na PUC, fazendo psicologia, no meu estágio, vi o primeiro atendimento de família na sala de espelho, realizado por Ary Band, então meu supervisor. Ao me formar, no ano de 1982, a intenção de continuar estudando me levou ao Instituto de Psicologia para a Especialização em Terapia de Família em 83. Concomitante ao curso, passei a fazer parte de um grupo de estudos coordenado por Anna Maria Hoette e Gladis Brun, do qual ainda participavam Teresa Cristina Do Valle Chagas Diniz e Lia Ganc, ambas já conhecidas da PUC, onde Teresa estudou comigo e da IPUB, onde Lia ensinava e Teresa era da minha turma de especialização. Dalí, em 86 fui convidada para começar a dar aulas em outros grupos que já se formavam e nasceu o embrião do ITF para o qual fui convidada a participar por Gladis e Anna. Em 1987, inauguramos o ITF-RJ eu e mais sete sócias: Anna, Gladis, Teresa, Lia, Eloísa e Isabella. Hoje somos só seis, Isabella se desligou há algum tempo.
No ITF, lecionando, coordenando a formação a partir de 1989 (o curso básico), participando da edição da revista Nova Perspectiva Sistêmica desde 1991, dirigindo a Instituição, supervisionando já mais de 300 alunos que passaram por lá, sinto que continuei minha formação e minha trajetória como terapeuta de família foi se consolidando. Coordeno a formação como um todo desde 1991, tendo ficado afastada desta coordenação no período de 2000 a 2003.
Participei de quase todos os Congressos de Terapia de Família, estava lá na primeira Assembléia da ABRATEF e na fundação da ATF – RJ. Criei e coordenei, junto com Jorge Bergallo, o primeiro encontro de Formadores em Terapia de Família ainda ao mesmo tempo que o Congresso, mas já oficializado como um espaço separado e mais parecido como formato atual, privilegiando a conversa e a troca entre terapeutas de todo o Brasil., no Congresso de Terapia de Família do Rio de Janeiro. A partir daí o movimento ganhou grande força e dimensão.
Em 91 ingressei no mestrado em Psicologia Clínica da Puc e da dissertação de mestrado surgiu o livro Terapia Sistêmica de Família: da instrução à construção publicado em 96, que hoje é vendido em todo o Brasil, especialmente pelas instituições formadoras, já tendo tido duas edições.
A partir de um determinado momento, o trabalho com grupos começou a me interessar fortemente. Tinha a curiosidade de explorar a aplicação da teoria sistêmica, do construcionismo social, ao trabalho com grupos. Em 1997, no ITF, criei um projeto que até hoje coordeno que reúne o trabalho com grupos e divórcio. Com uma equipe, realizamos grupos de homens, mulheres e adolescentes que passaram pelo divórcio em suas famílias. Este trabalho, sucesso por seus resultados e por sua originalidade ainda continua.
A partir de 1998, já fazendo parte da equipe do Instituto NOOS (Ong criada por ex-alunos e atuais professores do ITF),da qual faço parte desde a sua fundação, passei a integrar o Núcleo de Gênero, Saúde e Cidadania. Lá realizei com uma equipe que coordenava, grupos com mulheres em situação de violência, além de inúmeras capacitações para diversos tipos de públicos sobre visão sistêmica e violência, gênero e violência, etc. Além disto desde a fundação do Instituto NOOS participei dos seus projetos de formação em Terapia de Família fora do Rio de Janeiro: em Campinas e Macaé.
Em 1997, por ocasião do décimo aniversário do ITF, divulgamos a pesquisa que coordenei sobre a clínica social do ITF. Hoje em dia, a pesquisa faz parte integrante de todo o funcionamento da clínica social do ITF e ganhou vida própria.
Atualmente, além de minhas atividades docentes, como diretora da formação do ITF-RJ e de ser editora da Revista NPS desde 1993, coordeno dois grupos de atendimento a famílias em situação de violência intrafamiliar e continuo com o espaço de conversas sobre o divórcio.
Dede o ano passado, a partir de meu interesse e trabalho com grupos, fui convidada por Saúl Fuks a integrar uma equipe que ministra aqui no Brasil um curso sobre Facilitação Sistêmica de Processos Grupais, inspirado em experiências dele na Argentina, na França, etc. e numa parceria do ITF-RJ com a Fundación Moiru, de Rosário. Também ano passado ministrei um curso sobre trabalho com grupos a partir do construcionismo social no Instituto NOOS.
Fora as atividades institucionais, sempre atendi em meu consultório a indivíduos, famílias e casais e publiquei vários artigos sobre terapia de família, teoria, e sobre os trabalhos que venho desenvolvendo ao longo deste tempo.

 

HoME        GALERIA DE FOTOS       INSTITUIÇÕES        FORMULÁRIOS        PIONEIROS       CONTATO        CADASTRO        ASSOCIADOS